sábado, 10 de outubro de 2009

Perfumes do Mediterrâneo – Marselha

Perfumes do Mediterrâneo – Marselha
10 de Outubro de 2009
A primeira escala deste cruzeiro levou-nos a Marselha (as outras seriam Savonna, Nápoles, Palermo, Túnis e Palma de Maiorca), sendo que chegamos a Marselha num sábado de manha com um sol radioso e uma temperatura agradável.

O "Today" para este dia:

Antes de tratarmos da escala em si mesmo, aqui ficam alguns factos e considerações sobre a cidade.
Marselha (Marseille em francês, vem do grego Μασσαλία) é a segunda maior cidade de França. Localizada junto ao Mar Mediterrâneo, é o maior porto comercial da França. Foi fundada por volta de 600 aC, de modo é a cidade mais antiga da França e uma das mais antigas da Europa.
A cidade tem uma população de mais de 800.000 habitantes, e mais de um milhão e meio pessoas povoam a área urbana de Marselha - Aix-en-Provence. É, no entanto, uma das cidades com menos densidade populacional de França. A cidade cresceu o redor do antigo porto grego, chamado "Le Vieux-Port" (Porto Velho).
O perfil social de Marselha é extremamente complexo: árabes, norte-africanos, europeus e habitantes das primeiras, segundas e terceiras colônias franceses que através do oceano transformaram esta cidade numa capital das mil e uma línguas e culturas, que fazem da cidade de Marselha uma cidade cheia de vitalidade, dinâmica e interessante. Toda a área central, cidade tem um enorme interesse cultural e arquitetónico, embora o mais surpreendente sobre Marselha é, sem dúvida, a sua estrutura portuária que parece ajustar-se entre as casas.

A cidade tem diversos locais de interesse, entre eles podemos destacar:
VIEUX-PORT
O Vieux-Port, ou porto velho, cujos 3000 barcos são guardados pelo forte de São Nicolau e forte de São João na entrada do porto, é o coração de Marselha. Na quai de Rive Neuve, não se pode perder “Le Criée” (o teatro mais famoso de Marselha, construído em 1909) e “La place Thiars”, uma praça animada, repleta de dezenas de restaurantes e bares. Cruzando o porto na “Cesar”, uma antiga balsa de madeira, a mais velho na França (a viagem não dura mais do que um par de minutos), até à Quai du Port, para visitar a impressionante Hotel de Ville (Câmara Municipal) do século XVII. Para regressar pode voltar caminhando para a Quai des Belges, onde se localiza o famoso mercado de peixe todas as manhãs, de onde se pode desfrutar das melhores vistas sobre a Canebière, a rua mais famosa da cidade, e tema duma canção famosa. Ao lado das bancas, os barcos de pesca misturam-se com aqueles que levam os turistas para um passeio ao longo da costa ou excursão às ilhas das proximidades.
NOTRE DAME DE LA GARDE
A famosa igreja de estilo românico-bizantino, localizada no ponto mais alto da cidade, a 154 metros acima do nível do mar, foi construída no século XIX, mas teve sua origem numa capela do Séc. XIII que um século mais tarde também se tornaria uma fortaleza para proteger a cidade.
Carinhosamente é chamada de “Bonne Mère” (boa mãe), e a igreja é dominada por uma estátua dourada da Virgem com 9m de altura, que, diz-se protege os marinheiros quando estão no mar. É uma igreja que as gentes da cidade veneram como milagrosa, e que enriquece de ano para ano com as ofertas extraordinárias que recebe preservando uma rica coleção de oferendas dedicadas aos sobreviventes da guerra e do mar. O local também oferece uma vista fantástica sobre a cidade e a sua baía, com o Arquipélago Frioul à distância.

PALACIO LONGCHAMP
No século XIX, os engenheiros civis construíram um aqueduto para transferir água do rio Durance para Marselha, já que a água dos rios da região era insuficiente. Para comemorar a sua abertura, o arquiteto Henri Esperandieu construiu este palácio. Em cima do reservatório de água foi construída uma fonte com estátuas alegóricas: duas representando o Durance e outras duas a representar a vinha e o trigo que as olham com admiração. As salas do palácio foram convertidas no Museu de História Natural e Museu de Belas Artes.
ARQUIPELAGO FRIOUL E CHATEAU D´IF
Em frente à baía encontra-se o arquipélago de Frioul, um grupo de pequenas ilhas entre as quais está a ilha de “If” com o castelo com o mesmo nome e a ilha de Ratonneau, onde se localiza o Hospital Caroline, construído em 1828 para albergar os marinheiros que chegavam a casa com a febre-amarela. Esta, tal como a ilha de Pomègues é relativamente deserta, mas com belas praias de areia branca.
CHATEAU D´IF
Em 1527, Francisco I da França deu ordens para a construção da fortificação, com a finalidade de melhor proteger a cidade de Marselha, em caso de ataque a partir do mar, já que a cidade de Marselha tinha sido sitiada em 1524 pelo Condestável Carlos III de Bourbon, ao serviço do Imperador Carlos V.
Um forte deste tipo impedia as saídas e entradas navios do porto de Marselha (os navios estavam ancorados por baixo dos seus canhões), para assim poder bombardear as embarcações que tentavam o assalto à cidade.
Embora desde 1521 a ilha já acolhia um prisioneiro, o cavaleiro Anselmo, tivemos que esperar até ao século XVII para que a ilha tornar-se uma prisão estatal. As muralhas do castelo estão cobertas com grafitis e todos os tipos de inscrições de antigos detidos na ilha.
A esta ilha associam-se muitas celebridades, embora a maioria sejam simples lendas ou ficções literárias incluindo:
• O Homem da Máscara de Ferro: a sua prisão nesta ilha é apenas uma lenda.
• O Marquês Sade: apesar de ter estado em Marselha, nunca esteve preso no Castelo.
A prisão acabou por tornar-se uma atração turística (graças a esses inquilinos fictícios), e alguns barcos fazem a ligação com a ilha a partir do Vieux-Port.

A cidade também tem alguma tradição no que toca a compras e gastronomia, assim as principais ruas comerciais (rue Paradis, rue Saint Ferréol e rue de Roma) saem da Canebière, mesmo junto aos Serviços de Turismo. A Bolsa de Valores, atrás do Vieux Port, tem um centro comercial com um estacionamento subterrâneo.
Há vários mercados em Marselha, mas não pode perder-se o Mercado de Peixe (todos os dias das 07h30 às 12h30), na quai des Belges no Vieux Porto, onde os pescadores competem entre si para obter o maior número vendas. Aqui também se vendem, os chamados olhos de Santa Lucia, um amuleto de boa sorte, que na realmente são apenas uma parte da concha de caracol.
Entre os produtos mais típicos de Marselha encontram-se os famosos sabões de Marselha ("Savon de Marseille") e as figuras de madeira e barro que se podem encontrar aos milhares em dezembro, no Marché aux santons. Além disso, a sua proximidade com a Provence, faz com que tudo relacionado com lavanda também seja uma compra típica.
Marselha é também a cidade do pastis, da tapenade (pasta à base de alcaparras e azeitonas) e da bouillabaisse. A bouillabaisse é a grande especialidade regional, é um ensopado de peixe, mas é um prato relativamente caro, por isso os especialistas recomendam pedir apenas a sopa, que é o mais saboroso.
Marselha tem uma rede de transportes públicos abrangente, incluindo metro, eléctrico e autocarros. Há mais de 100 linhas de autocarro, mas uma das mais utilizadas pelos turistas é a que sobe até à Notre Dame de la Garde, que é a número 60 (Linha Vieux-Port / Notre Dame de la Garde). Os bilhetes custavam €1,70 e são válidos por 60 minutos. A paragem é na rua Cours Jean Ballard, ao lado do Porto Velho (Vieux Port).
Chegados a Marselha e como o porto onde atracam os navios de cruzeiro fica algo afastado do centro da cidade, a opção mais em conta para se aceder à zona do porto velho é o shuttle pago colocado pelas empresas de cruzeiros. O valor não costuma ser muito elevado e como fazem a viagem regularmente ao longo do dia é sem dúvida a melhor opção. No nosso caso foram 7€ ida/volta.


O local onde o shuttle nos deixou!

Já no centro da cidade junto ao Vieux-Port apanhamos o autocarro até à Notre Dame e fizemos o restante percurso a pé, já que a paragem é muito perto da igreja.



Oportunidade para tirar muitas fotografias e admirar a paisagem.


O arquipélago visto do cimo do monte:


Decidimos depois descer a pé até ao centro da cidade novamente, a distância não é exagerada e como é a descer até se faz bem.


Aproveitamos para dar uma olhadela às lojas daquela zona, comemos qualquer coisa por ali e ao início da tarde regressamos ao Concórdia novamente nos autocarros colocados pela Costa.


Gostei da cidade, mas não estava com muita vontade de andar a correr para a conhecer (ainda para mais com um carro de bebé!) pelo que não posso dizer que o conhecimento da cidade seja muito grande.


Já no Concórdia ainda chegamos a tempo de comer um gelado no buffet. E que bem que soube depois de tudo o que caminhamos.


O resto da tarde foi passada a conhecer um pouco melhor o Concórdia e a usufruir da piscina até à hora de jantar.

A nossa cabine:



A nossa refeição:


Depois de jantar mais um passeio pelo navio e pelos bares até chegar a hora do espectáculo.


O espectáculo com o titulo "I have a dream", serviu para apresentar a tripulação.


Até amanha em Savonna para a ida ao Mónaco.