sexta-feira, 16 de junho de 2017

Londres - 16 junho 2017 – St Paul's Cathedral, Shakespeare's Globe, The ArcelorMittal Orbit, The Household Cavalry Museum e The London Eye


Uma vez mais acordamos pouco depois as 7:00h para continuar a explorar ao máximo a cidade de Londres.


Repetimos a rotina do pequeno almoço e viagem de comboio até Victória Station e de lá até à estação St Paul’s com a linha vermelha do “Tube”.


Estávamos com alguma curiosidade para visitar a enorme Catedral, pois quando visitamos a cidade a primeira vez, esta estava em obras e não era possível a visita.


Com uma altura de 110 metros, a Catedral de São Paulo é a segunda maior catedral do mundo, ficando apenas atrás da Basílica de São Pedro de Roma. Esta catedral é a obra-prima de Christopher Wren.

O local onde está situada a St. Paul’s Cathedral é ocupado por edifícios religiosos desde tempos imemoriais, já que inicialmente lá existia um dólmen e posteriormente um templo grego. O templo foi posteriormente substituído pela igreja mais antiga de Inglaterra, construída no ano 604.


A catedral, construída em madeira, foi um dos muitos edifícios afetados pelo incêndio de 1666 e teve que ser reconstruída em diferentes ocasiões até se tornar o impressionante edifício atual, edificado entre 1676 e 1710.

Desde a sua construção, a St Paul’s Cathedral foi palco de celebrações importantes, como o funeral de Winston Churchill ou o casamento do príncipe Carlos e Lady Di.

A Catedral de St Paul, no seu interior, é um enorme templo em forma de cruz que apresenta uma apelativa decoração, principalmente nos seus belos tetos decorados com pinturas.




Mais uma vez é recomendável utilizar o audioguia gratuito durante a visita pois na gravação são narrados todos os detalhes interessantes sobre cada espaço da catedral.

Provavelmente o maior atrativo da catedral seja a sua grande cúpula, composta por três galerias circulares. 

Depois de subir 257 degraus é possível chegar à primeira delas, a Galeria dos Sussurros, situada a 30 mts de altura. Trata-se de um lugar com uma acústica incrível onde se pode escutar mesmo o menor som produzido no extremo oposto da cúpula.

Depois de subir 376 degraus mais chegamos à Galeria da Pedra, que oferece uma agradável vista do exterior da cúpula, embora a Galeria Dourada, a 85 metros de altura, seja ainda melhor para ver a cidade.

Embora a visita à St. Paul's Cathedral e à sua cripta seja completamente recomendada, subir à cúpula pode não ser um pouco complicado para algumas pessoas, já que as escadas de acesso à cripta não são muito acessíveis e a sua subida é muito mais difícil que a subida à Basílica de São Pedro, por exemplo.


Mas no final a vista sobre a cidade é deslumbrante e rapidamente faz esquecer as dificuldades sentidas na subida.

Após algumas fotos no exterior da Catedral fomos caminhando em direção a uma ponte especial, pois trata-se de uma ponte pedonal: a Millennium Bridge, Ponte do Milénio em português!


A Ponte do Milênio, uma ponte suspensa em aço, sobre o Rio Tamisa, entre as pontes de Southwark e Blackfriars, unindo a zona de Bankside com a cidade de Londres.
 

Inaugurada em 2000, a ponte apresentou problemas de instabilidades e vibrações durante a cerimónia de abertura quase fizeram temer algum desastre.

Com isso a ponte foi fechada dois dias depois e ficou fechada durante quase dois anos para obras de eliminação das oscilações, tendo sido reaberta em 2002.


O extremo sul da ponte fica próximo ao teatro Globe (o nosso próximo destino!), já a extremidade norte fica próxima da Catedral de São Paulo, de onde nos partimos. Como curiosidade, a Ponte do Milênio apareceu no início do filme “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, quando foi destruída pelos Comensais da Morte.

A travessia da ponte permite-nos ter uma imagem engraçada de ambas as margens da cidade de Londres e conseguimos algumas fotos com um fundo diferente.


Ainda pusemos a hipótese de visitar as galerias Tate Modern, mas decidimos que não iríamos desperdiçar tempo a visitar uma coisa que não apreciamos (crime! dirão alguns! Opções, dizemos nós!)

Decidimos então conhecer uma obra que não existia aquando da nossa primeira visita, o Teatro Globo de Shakespeare!

O Shakespeare’s Globe Theatre é uma reprodução fiel do teatro construído em 1599, no qual Shakespeare interpretou as suas obras de maior renome.


Situado a menos de 200 metros do recinto original, o teatro foi construído a partir de diversas fontes de informação que conseguiram criar um edifício praticamente idêntico ao original.

O teatro original foi construído em 1599 para a companhia de teatro de William Shakespeare. Muitas das suas obras-primas foram criadas para serem representadas no Globe, tornando-se assim num dos teatros com mais sucesso de Londres.


Em 1613 numa das representações formou-se o caos quando o telhado de palha começou a arder e o fogo acabou por destruir completamente o teatro.

Sobre o mesmo terreno construiu-se um segundo teatro que funcionou como sede da companhia de Shakespeare até 1642, quando todos os teatros da cidade foram fechados pela Administração Puritana Inglesa. Por estar sem uso, em 1644 o teatro foi demolido.

Em 1949, o ator, diretor e produtor Sam Wanamaker fez uma viagem a Londres e, depois de observar com desilusão que apenas existia uma placa comemorativa de homenagem a Shakespeare, em 1970 começou a reunir fundos para a reconstrução do teatro. Após o seu falecimento, em 1997, a reprodução fiel do edifício do teatro foi finalizada.

Atualmente, o Shakespeare Globe Theatre tem em cena obras de teatro de maio a outubro, como fazia o seu antecessor nos tempos de Shakespeare.

Além das obras, o teatro pode ser visitado em visitas guiadas que mostram as arquibancadas, divididas em zonas de diferentes preços dependendo da classe social de quem as frequentava. Durante as visitas também se pode ver o palco e os seus alçapões secretos que faziam surgir os personagens de Shakespeare, tanto do céu como do inferno.

Embora o interior do Shakespeare Theatre seja impressionante, as visitas são feitas com um guia que fala apenas inglês e, apesar entregarem um folheto com a informação em vários idiomas, estar sentando nos camarotes enquanto dão as explicações pode ser um pouco "seca" para quem não domina o idioma.

Deixamos aqui uma sugestão, para quem viajar para Londres entre maio e outubro, aproveitem a oportunidade para ir ver uma das apresentações realizadas no teatro e assim poder disfrutar das instalações de uma maneira mais entretida. O preço das entradas varia consoante o lugar escolhido, mas já se conseguem entradas (em pé!) por 5 libras.


Gostamos da experiência de conhecer melhor um dos maiores génios do teatro de todos os tempos e recomendamos a visita a quem tiver tempo disponível.

Quando terminamos a visita olhamos para o relógio e eram horas de almoço, mas não queríamos perder o ritmo e sentar num restaurante para comer comida “a sério”, então a opção foi um estabelecimento de uma cadeia de fast-food (neste caso o rápido é mesmo rápido!) que existe espalhada pela cidade: a EAT que nos “salvou” varias vezes durante a viagem. Uma sandes, salada e bebida e estávamos prontos a continuar a jornada.

Para depois do almoço, não sei se foi a melhor opção, mas nesta altura ainda não o sabíamos, decidimos experimentar uma atração descoberta pela Virgínia, que fez muita força para experimentar: a London Bridge Experience, por muitos classificada como a atração mais assustadora de Londres!

Inaugurada no início de 2008, com a intenção de assustar os visitantes, a “London Bridge Experience” apanhou um valente susto no final desse ano, quando foi processada pela já conceituada “London Dungeon” por copiar o estilo da atração e desviar turistas na fila da rival. Em 2009, a London Bridge Experience perdeu o processo na justiça e foi obrigada a indemnizar a concorrente. Mas ganhou uma batalha briga: a disputa pelo título de atração mais assustadora de Londres. E esse titulo repetiu-se em 2010 e 2011, o que incrementou a procura pela atração.

A proposta é mesmo muito semelhante à da London Dungeon. Junta história e terror, ambos protagonizados por efeitos visuais e atores vestidos de monstros e criminosos. O passeio divide-se em duas partes, uma mais leve e outra mais pesada e assustadora.

Numa fase inicial alguns atores narram, em diferentes cenários, episódios ocorridos na London Bridge sempre ressaltando os aspetos mais trágicos de cada história.

Depois, os visitantes são questionados se desejam continuar a aventura na “London Tombs”, vedada a cardíacos, grávidas e pessoas com qualquer tipo de vulnerabilidade ou risco.

Nessa fase, através de um caminho muito estreito, todos são obrigados a andar numa fila única, tipo comboio, de mãos dadas para não dividir o grupo. Um membro do grupo é eleito o líder (o que vai na frente da fila), e nada mais podemos revelar, para não estragar a história.

Apenas digo que, a partir de uma dada altura só ouvimos gritos e pessoas a quererem correr de lá para fora!

Curiosamente, não achei muita piada à diversão e a Virgínia e a Beatriz estavam todas eufóricas quando terminamos.

Muito próximo deste local fica o Borough Market, onde poucos dias antes tinha acontecido um ataque terrorista com vários mortos.


A presença policial era muita, talvez por estar programada uma cerimonia religiosa de homenagem às vitimas.

Passamos pelo mercado, mas a atmosfera era demasiado pesada para apreciar alguma coisa e seguimos o nosso caminho.

Nesta altura a Virgínia teve outra ideia mirabolante, visitar The ArcelorMittal Orbit! Aposto que ninguém nesta altura faz ideia do que seja isto! Nós (eu e a Beatriz) também não sabíamos, mas a Virgínia lá nos disse que era uma estátua muito gira que ficava no parque olímpico de Londres e que da qual tínhamos uma vista fantástica. Ok, vamos lá!

O que não sabíamos é que tínhamos de apanhar o metro para Stratford Station, uma estação nos arredores de Londres e depois era uma valente caminhada até junto ao estádio de futebol do West Ham United Football Club, que neste momento utiliza o London Stadium, no Queen Elizabeth Olympic Park.


Qual a nossa surpresa quando chegamos às imediações vimos imensa gente com roupas alusivas aos Guns & Roses! Ficamos curiosos e logo vimos desfeita a nossa curiosidade quando vimos avisos aos espetadores do concerto do referido grupo. Londres fazia parte da tournée mundial da banda e o concerto seria nessa noite.

Voltando agora ao ArcelorMittal Orbit, a escultura idealizada e construída em comemoração aos jogos olímpicos de 2012 – foi criada pelos artistas Anish Kapoor e Cecil Balmond e gerou muita polémica entre os londrinos, que são bastante críticos quando o assunto é arquitetura moderna.


Mas, polémicas a parte, o ArcelorMitall Orbit proporciona uma vista diferente de Londres, já que ao contrario de outras atrações que deixam Londres sob os nossos pés (como o The Shard), esta fica numa parte da cidade que apenas recentemente começou a atrair atenção dos turistas, o bairro de Stratford. Ou seja, lá de cima o que se vê é uma ‘outra’ Londres, ainda em crescimento e em construção.

A plataforma de observação está a 80 metros de altura, e o espaço lá em cima é bem grande. Há, inclusive, duas obras do Anish Kapoor: dois espelhos curvados enormes, um de cada lado, que distorcem a vista. Para subir utiliza-se o elevador, mas para descer pode-se tentar contar os 455 degraus em espiral, o que é um bom desafio.



Para quem quiser uma atividade mais radical, existe a possibilidade de descer por um tubo ao estilo parque aquático. A Beatriz ainda disse que queria, mas quando vimos que proteções usavam quem descia tanto nos braços como na cabeça achamos que não era boa ideia arranjar por ali um acidente qualquer.

Mas vamos ao que interessa: vale a pena? Para quem visita Londres pela primeira vez, não é a opção mais aconselhável para ver a cidade do alto. Agora, para quem está fazendo a segunda (ou terceira, quarta…) visita, achamos que é uma ideia diferente.

Terminada a visita tivemos que fazer o percurso inverso até ao centro da cidade onde já chegamos perto da hora de encerramento do The Household Cavalry Museum e sem possibilidade de qualquer descanso levantamos os bilhetes e entramos para visitar o museu. Felizmente o mesmo era pequeno e não perdemos muito tempo na visita. Não que fosse desinteressante, mas a fome apertava e estávamos a precisar de um lanche para repor energias.

Sobre o museu, O Household Cavalry Museum é um museu dedicado à história e à cavalaria real atual.


O Household Cavalry Museum formou-se em 1661 e continua a sua missão de guarda à rainha durante as cerimónias em Londres e no Reino Unido.

O museu não é grande tal como referimos, mas é muito interessante para visitar, especialmente se estiverem nas redondezas.


O Household Cavalry Museum está localizado em Whitehall, entre Trafalgar Square e a Westminster Bridge.



Fomos lanchar enquanto aguardávamos pela hora de visitar o London Eye, já que tínhamos reservado a subida para as 19:00h.


Ainda era cedo, mas decidimos tentar a nossa sorte e subir antes da hora programada. Sem problemas!

Fomos trocar o voucher pelos bilhetes e ... que fila enorme! Felizmente que era a fila para a compra dos bilhetes e não para nós!

A London Eye é uma roda-gigante de 135 metros de altura situada na margem sul do Tamisa, mesmo em frente ao Big Ben e ao prédio do Parlamento Britânico. 


Uma das atrações mais visitadas de Londres, recebe anualmente cerca de 3,5 milhões de visitantes. Não é para menos, são 360 graus de vista panorâmica da cidade e seus arredores, chegando a ser possível avistar até 40 km de distância em um dia claro!

As 32 cápsulas, que representam os 32 distritos de Londres, têm capacidade para 25 pessoas cada e fazem uma volta completa em cerca de 30 minutos.


Cada cápsula é suspensa de modo que fique sempre na vertical e o movimento é tão lento que mal se sente o movimento.

Em cada cápsula há tablets com um guia interativo que disponibiliza fotos e informações sobre as atrações e edifícios que estamos a ver.

O bilhete do London Eye dá direito a assistir um filme em 4D, com imagens aéreas de Londres (em 3D) e alguns efeitos especiais (que acrescentam o quarto D). O filme tem a duração de menos de 5 minutos e pode ser visto antes do “voo” na roda gigante.



Achamos o filme fraquinho e aquém das expectativas. Uma atração como esta merecia um filme melhor.

A London Eye é a quarta maior roda-gigante do mundo e tinha um tempo de existência pré-programado de cinco anos. Porém, assim como a Torre Eiffel, de Paris, que também seria desmontada mais tarde, a London Eye tornou-se um marco e já faz parte da história como um grande monumento enraizado na paisagem de Londres.


Não sendo uma atividade deslumbrante e daquelas que costumamos dizer que temos de experimentar para poder contar como foi!

E pudemos dizer que foi engraçado ver a cidade de um ponto elevado, em movimento. Tentar descobrir o que se avistava a cada momento! E tirar muitas selfies com a cidade como fundo.


De seguida fica um vídeo captado com o GoPro da nossa subida:



Finalizada a experiência no London Eye decidimos que iríamos jantar na zona de Leicester Square, onde pretendíamos visitar a loja da M&M’s, nada mais nada menos que a maior loja da marca do mundo. Durante o percurso tivemos oportunidade de tirar algumas fotos da roda gigante de diversas perspetivas.



A dimensão da loja é impressionante, são vários andares de produtos com o logo das personagens de chocolate e uma perdição para quem é fã da marca ou guloso pelo chocolate. Aproveitamos para comprar uns presentes para a Sofia que ficou em casa com a avó!

 

Naquela mesma praça procuramos um restaurante para jantarmos com os artistas de rua como companhia de fundo.

Lá escolhemos um restaurante italiano onde tivemos a sorte de ser atendidos por um português a estudar em Londres e que tem de trabalhar para pagar os estudos.

Escolhemos pizzas e pasta acompanhadas por uma cidra que soube pela vida!

O preço, que já sabemos que isto de comer em Londres não é nada barato foram cerca de 50 libras.


Para ajudar à digestão fomos até Piccadilly Circus, o centro nevrálgico de Londres para os turistas.

Infelizmente faltam os écrans publicitários nesta praça, que faziam lembrar Times Square (salvaguardando as devidas diferenças em quantidade!) e achamos que a praça fica um pouco “escura” desta forma. Não sabemos se a retirada é definitiva ou apenas devido às obras em curso, mas a praça perde muito do seu encanto sem os écrans!

 

Após algum tempo por lá apanhamos o metro até Victória Station e depois o comboio até ao hotel, para descansar e preparar um novo dia.

Como este post já vai longo, acho que ficamos por aqui, prometendo mais novidades para breve!

Até amanha!