sexta-feira, 14 de abril de 2017

Amesterdão - 14 abril 2017





Após o almoço, decidimos caminhar, para ajudar a digestão, e fomos, sempre com os canais como companhia até a um dos extremos da cidade, onde fica localizado um dos museus mais interessantes de Amesterdão: o Museu Marítimo ou Het Scheepvaartmuseum, em holandês.


Que Amesterdão deve a sua riqueza ao mar, ninguém duvida. Na idade de Ouro dos séculos VI e VII, os holandeses navegaram à volta do mundo à procura de produtos raros para levar para a Europa. Eles foram uma das grandes potências marítimas e ainda hoje são um importante destino marítimo. Basta recordar o porto de Roterdão como um dos mais importantes do mundo.


A cidade foi construída virada para o mar, os seus canais estão definidos como uma teia de aranha, onde cada família que possuía boas condições construiu uma casa num dos seus canais com direito a um armazém privado e um guindaste no piso superior. Esta maximização da propriedade junto ao mar, permitiu a uma grande parte da sociedade holandesa usufruir da riqueza da nação ao longo dos tempos.

Uma das nossas dicas para entender melhor a cidade, é visitar o referido museu marítimo.

O museu foi reaberto no início de 2011, após uma grande remodelação e oferece uma história de aventuras marítimas da Holanda nos últimos 500 anos.

O museu está localizado relativamente perto da Estação Central de Amesterdão e é muito fácil chegar até ao mesmo. Basta ir caminhando junto canal. No seu interior somos brindados com modernos displays interativos que nos dão uma explicação como os marinheiros encontravam seus caminhos através das estrelas, como os navios foram construídos e onde e porque era feito o comércio.

Uma das mostras mais interessantes são álbuns de fotos dos marinheiros do século passado. Somos convidados a sentar numa poltrona folheando as páginas dos mesmos com a opção de ouvir uma narrativa áudio a explicar as fotos. Dá para viajar no tempo e imaginar algum velho marinheiro contando as suas histórias no mar.


Podemos ver, também uma grande coleção de objetos de navios, equipamentos náuticos e uma galeria de arte de pinturas marítimas.


Outro grande atrativo do museu, e aquele que nos levou até lá, é o Amsterdam, uma réplica em tamanho real do navio que já não existe, pois já afundou, pertencente à Dutch East India Company.


Esta réplica faz um grande sucesso junto das crianças holandesas que chegam em grupos escolares para explorar o museu e passar um dia diferente.


Gostamos imenso do museu, mas ficámos com uma sensação de que falta qualquer coisa ao museu. As instalações são do melhor que pode existir e que talvez com um pouco mais de imaginação e criatividade podiam transformar um bom museu num museu fantástico, referência mundial na área marítima.


Para terminar este tema, falta falar dos preços. O museu é caro: 15€/adultos - e 7,50€/ crianças e idosos. No nosso caso, acho que apenas visitamos o museu pois estava incluído no “I amsterdam City Card”, pois caso contrário não pagaríamos o valor da entrada.

Saímos do museu novamente em direção ao centro da cidade. Nesta altura pudemos admirar melhor um dos ícones da cidade, que visitaremos mais tarde, o NEMO, o museu de ciência. Uma joia de arquitetura.

A cada caminhada que fazíamos mais deliciados ficávamos com a arquitetura dos edifícios, a sua ligação aos canais criando uma harmonia quase perfeita.


Entretanto reparamos que num local se aglomeravam turistas e ficámos intrigados. Lá percebemos que estávamos junto de uma das casas mais estreitas de Amesterdão. Na hora, alguém dizia que era mesmo a mais estreita, mas pelo que pudemos investigar, tal não é correto!


Regressamos à praça Dam pois as miúdas queriam andar numa das diversões existentes na praça, e que tanto nos irritaram por impedirem a visão dos monumentos.

  
Logo de seguida fomos experimentar uma iguaria típica (no mau sentido!): batatas fritas com um molho à escolha, mas o mais usado é mesmo maionese. Qualquer coisa parecido com “Vlaams Frites”, em holandês.


Sem dúvida que são saborosas, agora saudáveis? Nem por sombras. O próprio óleo que é usado para as fritar está mais negro que o das roulottes em dia de jogo de futebol. Apenas  aconselhamos pela experiência, já que são mesmo boas!

Continuamos o nosso passeio pelas ruas do centro da cidade, com uma primeira incursão pela Red Light District, um pouco a medo, pois não sabíamos o que esperar e estávamos com as miúdas.

Estava tudo muito vazio e apenas o barulho que vinha dos “coffeeshops” quebrava a tranquilidade. Isso e o cheiro característico desta zona e que não engana ninguém...! Aliás, o cheiro foi uma das maiores marcas que nos ficaram de Amesterdão. O cheiro a “erva” estava por todo o lado!


E como o tempo passa a correr já anoitecia e decidimos regressar ao hotel e jantar por lá pois queríamos deitar cedo para recuperar da última noite e preparar para o dia seguinte.

Regressamos novamente à Estação Central onde apanhamos o metro até ao nosso hotel. Ainda andámos um pouco perdidos, pois não encontrávamos a entrada do metro, mas rapidamente descobrimos onde era a linha de metro. É o problema de na mesma estação coincidir comboio e metro.


Perguntamos no hotel onde poderíamos jantar e sugeriram-nos um restaurante mesmo ao lado, o Marmaris.

O restaurante é seguramente de proprietários árabes (turcos, sírios,...?), e apresenta um cardápio variado que vai desde as pizzas aos kebabs passando pelos bifes e pelas massas.


Gostámos tanto do restaurante que jantamos lá novamente na nossa última noite na cidade. Além da qualidade da comida tinha a grande vantagem de estar ali mesmo ao lado do hotel.

Os preços são moderados para a realidade holandesa, pelo que pudemos jantar sem estourar com o orçamento.

Custo total para 6 pessoas, 4 adultos e 2 crianças, cerca de 105€.

Após o jantar ainda tentamos ficar um pouco no lobby a conversar e beber uma cerveja mas rapidamente recolhemos aos quartos, tanto pelo cansaço como pela ausência de movimento no bar.

No dia seguinte tínhamos que acordar cedo para visitar um dos locais em que colocávamos mais expectativas: Zaanse Schans, com os seus moinhos de vento. Será que o local vai superar as expectativas? Amanha veremos!

Até amanha...