quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Perfumes do Mediterrâneo – Túnis

Perfumes do Mediterrâneo – Túnis
14 de Outubro de 2009
Túnis é a capital da Tunísia, um país do norte da África, localizado o Mar Mediterrâneo e o deserto do Saara, e entre a Argélia e a Líbia. A Medina é o centro de Túnis, um grupo de vielas e passagens cobertas, cheio de densas cores e aromas, ativos centros de comércio até violento em alguns casos, uma infinidade de produtos oferecidos que vão desde o couro a utensílios de plástico, da melhor filigrana até à lata, do enorme bazar de lembranças para turistas até à pequena oficina artesanal.

Rodeando a Medina, temos a cidade moderna, atravessada pela grande avenida Bourguiba, com edifícios de estilo colonial do princípio do século. Túnis é essencialmente a capital, onde reside cerca de um décimo da população total do pais e quase 30 por cento da população ativa, onde se localizam grande parte das atividades produtivas, e a totalidade da função política, administrativa e cultural da Tunísia.

Originalmente mais antiga que Cartago, Tunís cedeu a um grupo de dissidentes fenícios os terrenos onde iria surgir após a metrópole Púnica. Com o rápido desenvolvimento de Cartago e a anexação de territórios adjacentes à mesma, Tunís foi uma das primeiras cidades a ficar sob o domínio Púnico. Desde então, sua história tornou-se diretamente dependente de Cartago, sofrendo com esta todas as consequências do seu envolvimento em guerras que eram relativamente frequentes naquela zona do Mediterrâneo. Conquistada por Agathocles em 310 Ac, foi ocupada por Atilio Regolo em 256Dc caindo depois às mãos de mercenários rebeldes.
Foi reconstruída rapidamente, mas não voltou a ter a mesma importância até que Augusto a transformou em sede da Igreja Episcopal de África.

A destruição final de Cartago pelo Emir Hassan ibn al-Numan, marcou o início da revitalização de Tunís, que se tornou rapidamente na segunda cidade de lfrigiya. Tunís continuou a desenvolver-se, inicialmente com Fatimid e Zirid, depois com os Jorasaníes, que ai criaram um pequeno reino independente.
Os almóadas definitivamente elegeram-na como capital em 1160 e progressivamente Tunís transformou-se no maior shopping do Magrebe, sendo visitada por comerciantes de todo o Mediterrâneo.
A partir de 1270 um tratado com a França permitiu que os cristãos estabelecidos em Tunís pudessem ai viver, em plena liberdade, construindo as suas próprias igrejas e desenvolver as suas atividades comerciais e religiosas.
A partir do século XV, Tunís e outras cidades-estados do norte da África começaram a ser influenciadas por Espanha, tornando-se numa série de protetorados e estados vassalos desta. Em 1534 foi atacada pelos piratas Turco-argelinos de Jair ad Din Barbarossa, que a tomaram de surpresa. O sultão de então, Moulay Hassan, refugiou-se na corte de Carlos V e pediu-lhe para que este lhe devolvesse a sua cidade. Como resultado desses pedidos, as forças imperiais invadiram com sucesso Tunís em 1535, e esta voltou a tornar-se num estado vassalo da Espanha até à sua recaptura pelos otomanos em 1574.
No entanto, desde 1591 a posse otomana tornou-se puramente nominal e os seus líderes dedicavam-se apenas à pirataria no Mediterrâneo, o que provocou várias expedições punitivas realizadas pelos europeus nos séculos posteriores.

Os franceses anexaram Túnis em 1881 e a cidade tornou-se um de seus protetorados. Durante a Segunda Guerra Mundial tornou-se um dos principais teatros de guerra em África, já que foi ocupada pelas potências do Eixo em Novembro de 1942. Estes não seriam expulsos antes de Maio de 1943, sendo a última cidade africana que eles controlavam.
Depois de conseguir a independência da França em 1956, Tunís tornou-se a capital da Tunísia.


A língua oficial da Tunísia é o árabe, mas a maioria de seus habitantes são bilíngues e falam francês fluentemente também porque a Tunísia foi uma colônia daquele país europeu.
A moeda legal da Tunísia é o dinar tunisino (DTU), dividido em 1000 millimes e o câmbio aproximado em relação ao euro é de 1 € = 1,75 DT. A importação e exportação de moeda local é estritamente proibida. Na maioria dos locais turísticos, incluindo museus, as entradas são pagas em euros e não na moeda local.
As compras típicas do pais incluem esculturas em madeira de oliveira, roupas de couro, roupas típicas como kaftans ou djellabas, cerâmica, bonecas em trajes tradicionais e algumas joias típica. Em Sidi Bou Said podemos comprar joias de prata, especialmente, as suas gaiolas curiosas. Outros produtos típicos são tapetes. Os vendedores são persistentes, mas raramente mal-educados. Regatear faz parte da tradição de todos os povos árabes.
O principal meio de transporte a ser utilizado é o táxi que existe em grande quantidade junto ao porto, mas atenção, sempre negociar antes do embarque e pagar o acordado apenas no final do percurso.
Na hora de escolher o que há para ver, temos que o melhor lugar para começar é uma visita a Cartago Byrsa Hill, de onde se pode desfrutar de uma vista maravilhosa. Na sua base está a catedral de San Luis, de proporções colossais. Foi construída pelos franceses em 1890 e dedicada aos mártires das Cruzadas neste país. O Museu Nacional é um grande prédio branco na parte de trás da catedral. O anfiteatro romano está localizado a oeste de Byrsa, a cerca de 15 minutos do Museu. Foi um dos maiores do seu tempo e pelas ruinas podemos ficar com uma ideia da sua grandiosidade.

Os banhos de Antonino impressionam pelo seu tamanho. O Santuário de tophe era o local oficial dos sacrifícios onde os pequenos cartagineses pagaram com seu sangue as diversas mudanças de dominadores.

De seguida temos Sidi Bou Saïd, que é uma pequena e bela vila situada numa outra colina, está virada para o Golfo de Tunes a alguns quilómetros da capital. É um lugar delicioso de ruas estreitas e escadas de pedra. As suas paredes e janelas ornamentadas e decoradas ao estilo local e pintadas totalmente de azul que ainda sobressaem mais por estarem decoradas com gerânios e buganvílias. Uma delícia. Qual a principal atração? Apenas andar desfrutando da pequena aldeia, dos seus cafés (o mais conhecido é o Café des Nates) e as lojas de souvenirs na praça central; e talvez o farol sobre a villa que data do século IX.

Em relação à nossa visita podemos dizer que a Tunísia é um pais seguro e acolhedor para os turistas. Qualquer imagem negra sobre este grande país, podem acreditar que na essência é falso: segurança, simpatia e bom atendimento são as premissas em que se baseia a indústria do turismo, que é fundamental para Tunís.
A nossa visita seguiu mais ou menos o percurso que indicamos anteriormente, partindo de La Goulette, que é um povoado de pescadores e veraneantes locais não havendo nada a destacar, exceto talvez a fortaleza construída por Carlos V e sua praia), que dista de Túnis (10 kms.) e Sidi Bou Said (7 kms.).
Apesar das críticas positivas que deixei à Tunísia, o pais não me atraiu. Não gostei da cultura e das pessoas, por isso não fico com saudades e dificilmente voltarei ao pais.
Até amanha em Palma de Maiorca!