domingo, 11 de outubro de 2009

Perfumes do Mediterrâneo – Savona - Mónaco

Perfumes do Mediterrâneo – Savona - Mónaco
11 de Outubro de 2009
Savona é uma cidade italiana com uma população de 59.889 habitantes, capital da província com o mesmo nome na região da Ligúria. Está localizada na Riviera da Ligúria a 45 quilômetros de Gênova, sendo um importante porto comercial, mas nos últimos anos é particularmente conhecida na área dos de cruzeiros de passageiros com um moderno e eficiente construção recente financiado pela Costa Cruzeiros.
Historicamente, viveu o seu auge no século XV, sendo justo o nome que lhe foi atribuído, a "Cidade dos Papas". Uma das famílias mais influentes da cidade, os Della Rovere, tiveram dois papas entre os seus membros, Francesco della Rovere (Sisto IV), e seu neto Giuliano Della Rovere (Julius II). O primeiro foi o promotor da ideia da Capela Sistina, o segundo foi patrono de Michelangelo e Rafael.
No entanto na nossa paragem em Savona não visitamos a cidade, apenas passamos por esta a caminho do Mónaco. Posso dizer apenas que como era domingo e algo cedo a cidade estava completamente deserta de pessoas.

Como o Mónaco ainda fica algo distante de Savona, como estávamos com uma criança e como o tempo disponível não era muito, optamos por comprar a excursão à Costa Cruzeiros, apesar da excursão não ser nada barata. Pagamos 58€/adulto e 40€/criança por um dia passado no Principado do Mónaco.
A chegada a Savona aconteceu bem cedo e logo pelas 08:00h estávamos atracados no porto de Savona onde os autocarros da Costa nos vieram apanhar para a excursão “Principado do Mónaco – Entre história e modernidade”.

O "Today" para este dia:



O percurso até ao Mónaco demorou cerca de 2h já que havia que percorrer cerca os 130 kms que separam Savona do Principado.


O percurso, todo ele feito ao longo da Cote de Azur através da famosa Autoestrada das Flores é muito agradável e o tempo pareceu voar enquanto apreciava-mos a vista sobre a costa. As primeiras imagens da cidade/estado transmitiram um misto de admiração e estupefacção com a reduzida dimensão geográfica face ao estatuto e fama ostentada.

O Principado do Mónaco é uma cidade-estado soberano, e, portanto, um micro-estado, situado no sul da França. Fazendo costa com o mar Mediterrâneo, o principado, fundado em 1297 pela Casa de Grimaldi - até hoje sua soberana -, fica a menos de 20 quilómetros a leste da cidade de Nice. Possui aproximadamente uma área de 2 quilómetros quadrados, sendo o segundo menor Estado do mundo, apenas atrás do Vaticano, com 0,4 km² de área, e é o estado com a densidade populacional mais alta do mundo. Tem como forma de governo a monarquia constitucional, em que o monarca é Sua Alteza Sereníssima o príncipe-soberano Alberto II do Mónaco. O país tem sua economia baseada no turismo, e é também muito conhecido pelo seu circuito de fórmula 1, o Grande Prémio de Mónaco, o casino de Monte-Carlo e por ser a sede do World Music Awards.
Pela pesquisa efetuada existem mais de 1.008 emigrantes portugueses em Mónaco, desconheço no entanto o tipo de emigração, já que o maior atrativo do Mónaco é a sua fama de "paraíso fiscal", mas apenas para os residentes e não é qualquer pessoa que consegue o estatuto de residente. Segundo o que nos foi dito pela guia, para obter o estatuto de residente é necessário possuir habitação (própria ou arrendada) permanente e numa cidade com um dos custos de vida mais elevados do mundo já dá para imaginar os custos que isso envolve.


A visita começa pela parte alta do “rochedo”, e a primeira paragem é no Museu Oceanográfico do Mónaco, que já foi dirigido por Jacques Costeau.


O Museu Oceanográfico do Mónaco foi fundado em 1910 por Alberto I, Príncipe do Mónaco para albergar as coleções resultantes das suas campanhas oceanográficas e para apoiar a futura investigação dos mares. Localizado num promontório sobranceiro ao mar, o museu abriga espécies de animais marinhos como estrelas-do-mar, cavalos-marinhos, tartarugas marinhas, medusas, caranguejos, lagostas, arraias, tubarões, ouriços-do-mar, pepino-do-mar, moreias e chocos. Jacques Cousteau foi seu diretor durante vários anos, a partir de 1957. Na ocasião da nossa visita, talvez por ser domingo, o museu estava fechado e apenas pudemos apreciar o seu exterior e uns veículos usados nas expedições, que se encontra permanentemente em frente ao museu.

Junto a este local e no caminho para a Catedral passamos pela residência de uma das princesas, neste momento não sei qual delas.


A Catedral do Mónaco, é na realidade a Catedral de São Nicolau, é o local onde muitos dos Grimaldi foram enterrados, incluindo a famosa princesa, Grace Kelly, e o seu marido, Rainier III, falecido em abril de 2005. A catedral foi consagrada em 1875 e está construída no local da primeira igreja paroquial do Mónaco construída em 1252 e dedicada a São Nicolau.

Imagens do casamento real em frente à Catedral
Um dos riscos de se visitar igrejas aos domingos é a existência de celebrações, o que implica que não possa ser apreciado o seu interior. O que foi caricato neste local, foi a existência de um funcionário da Catedral que impedia os turistas de entrar de uma forma um pouco rude, para não dizer, com má educação até. Mas acho que até temos de desculpar o homem pois passar uma manha a impedir milhares de turistas que querem entrar no local a todo o custo, não deve ser fácil.
Em frente à Catedral fica o Paço Episcopal, também um edifício muito bonito e interessante.


Desde aqui dirigimo-nos ao Palácio do Mónaco, a residência oficial do Príncipe de Mónaco.


Foi fundado em 1191 como uma fortaleza da República de Génova e durante a sua longa e dramática história foi bombardeado e cercado por muitas potências estrangeiras. Desde o fim do século XIII, tem sido fortaleza e lar da família Grimaldi que foi a primeira a capturá-la em 1297. Os Grimaldis dominaram a área primeiramente como senhores feudais e, a partir do século XVII, como príncipes soberanos, mas os seus poderes derivavam dos frágeis acordos com os seus países vizinhos, maiores e mais fortes.


Assim, enquanto outros soberanos europeus estavam construindo luxuosos e modernos palácios renascentistas e barrocos, a política e o senso comum exigiam que o Palácio de Mónaco fosse fortificado. Esta única exigência, na fase tardia da história, fez com que o Palácio de Mónaco se tornasse um dos mais incomuns na Europa. Ironicamente, quando as suas fortificações foram finalmente terminadas, no final do século XVIII, foi atacado e tomado pelos franceses que roubaram todos os seus tesouros, fazendo-o entrar em declínio, enquanto a família Grimaldi foi obrigada a exilar-se durante mais de 20 anos.
A ocupação pelos Grimaldi do palácio também é incomum, pois, ao contrário de outras famílias influentes europeias, a ausência de palácios alternativos e a escassez de terrenos resultou na utilização da mesma residência por mais de sete séculos. Assim, as suas fortunas e política estão diretamente refletidas na evolução do palácio. Considerando que os Romanovs, Bourbons, e Habsburgos podiam construir palácios totalmente novos, e com frequência o faziam, a maior conquista dos Grimaldi enquanto gozavam da boa fortuna, ou desejavam mudanças, era a de construir uma nova torre ou ala, ou, como fizeram com maior frequência, reconstruir uma parte do palácio já existente. Assim, o Palácio do Príncipe reflete não apenas a história de Mónaco, mas da família que em 1997 comemorou 700 anos na posse do mesmo palácio.
Durante o século XIX e o início do século XX, o palácio e os seus proprietários rapidamente se tornaram símbolos do ligeiramente esquecido glamour e do decadentismo que foram associados com Monte Carlo e com a Riviera francesa. Glamour e teatralidade se tornaram realidade quando a estrela cinematográfica americana Grace Kelly se tornou Chatelaine do palácio em 1956. No século XXI, o palácio continua a ser a residência do atual Príncipe de Mônaco.

O Estádio Luís II no meio dos prédios!

Apesar de ser possível visitar o palácio, já que o mesmo se encontra aberto entre Abril e Outubro, com um custo de 7€ (à data da nossa visita) não o visitamos por falta de tempo. Em alternativa e como optamos por almoçar pelas redondezas assistimos ao render da guarda, uma atração típica de países com realeza e feita para turista ver!
Diariamente às 11:55h é feita uma pequena cerimónia para a qual se reúne uma pequena multidão, por isso para se tirar fotos temos que guardar lugar bem cedo. Sinceramente desconhecia a cerimónia mas começamos a ver juntar-se uma multidão em frente às portas do palácio. Quando de lá de dentro sai um carro, pensei tratar-se de alguém famoso e que talvez fosse por isso, mas não era já que a multidão se mantinha nos mesmos locais. Até que rigorosamente à hora marcada, lá apareceram os guardas.

O nosso almoço foi uma pizza feita na hora num restaurante take away, estilo fast food. Pagamos 15€ por cada pizza (pequena), o que não foi muito face aos preços praticados nos restaurantes no principado.
Comemos nos jardins junto ao palácio, desfrutando de umas vistas fantásticas sobre a parte baixa do principado.

Depois do almoço, de autocarro, fizemos parte do percurso do circuito de Formula 1 passando pela marina, onde não sei se impressionava mais os iates ou os carros lá estacionados. Tudo isto a caminho de Monte Carlo. Como o estacionamento é impossível junto ao casino e ao hotel ficamos algo afastados do local e tivemos de subir pelas ruas do circuito.

A cadeia, em tudo igual às nossas. Não?
A nossa guia no Mónaco!
Quando se chega junto ao casino ficamos impressionados com toda a atmosfera, que cheira a “dinheiro”, seja pelos carros que por lá circulam, pelos empregados dos hotéis e casino prontos a receber os hóspedes. Tudo isto misturado com muito turista de máquina fotográfica pronta a capturar imagens de alguém famoso para mostrar em casa.



Construído em 1863 como uma solução para os problemas financeiros da dinastia Grimaldi (não os nossos) o Casino de Monte Carlo oferece uma oportunidade para aqueles que tendo muitos zeros na conta bancária se queiram livrar de alguns. É que é o mais provável acontecer a quem aqui jogar, já que as probabilidades da roleta conferem uma vantagem de 3% a favor da casa.
A área pública aberta do Casino é aberta a qualquer pessoa, e conta apenas com algumas slot-machines e um quiosque de souvenirs. A entrada para a sala de jogo real é restrita no que toca a roupa (é exigido fato e gravata aos homens) e há uma taxa de entrada 10 euros. Os jogadores não gostam que os vejam a perder dinheiro durante horas a fio. O dinheiro a sério está fora da vista em salas laterais privadas.
Na praça do casino, onde tivemos um tempo livre para café e souvenirs temos ainda o hotel de Paris e o Café de Paris.

Aproveitamos para tirar umas fotos que os souvenirs foram comprados noutro local, mais de acordo com as nossas carteiras.

O MSC Sinfonia atracado no cais

Desde aqui regressamos ao ponto de encontro com o grupo e regressamos ao Concórdia para nova jornada, desta feita até Nápoles, por isso até amanha em Nápoles…