sábado, 15 de abril de 2017

Amesterdão - 15 abril 2017 - Zaanse Schans



Visita a Zaanse Schans

Acordamos cheios de vontade para, finalmente, visitarmos Zaanse Schans, que desconhecíamos completamente até lermos no portal das viagens sobre este local.

Após o pequeno-almoço fomos até à Estação Central onde teríamos de apanhar o autocarro 391 que nos deixaria mesmo à entrada desta uma típica vila holandesa.

Enquanto procurávamos a paragem do autocarro demos de caras com este parque de estacionamento (acho que lhe podemos chamar assim!) para bicicletas! Não há duvida que por estes lados, as 2 rodas mandam…

 
A viagem custou 10€ (ida e volta) e dura cerca de 40 minutos, que aproveitamos para apreciar a construção das casas holandesas em torno dos imensos canais existentes por toda a Holanda. Como não é de admirar, as construções estão feitas em função dos canais, com pequenos “cais” para atracar pequenos barcos, com jardins que vão até mesmo até ao nível da água. Em suma, uma viagem muito agradável, em que quase não damos pelo tempo passar.

A vila como a vemos atualmente começou a nascer no século 19, mas apenas nos anos 60 e 70 é que o cenário foi montado com construções originais do período industrial, incluindo os famosos moinhos, tudo com a preocupação de manter o rigor histórico.

  
Apesar do espaço funcionar mais ou menos como um parque temático ao ar livre, as construções de madeira com arquitetura tradicional são autênticas. É um cliché recorrente considerar Zaanse Schans um museu a céu aberto — como se o que lá existe fosse “faz de conta” — mas isto não corresponde à realidade pois muitas pessoas moram e trabalham ali diariamente.

A entrada no espaço é grátis, mas a entrada nos moinhos é paga. Cada adulto paga 4€, crianças 2€. No nosso caso como tínhamos o “I Amsterdam City Card” a entrada foi gratuita.

Logo à entrada temos vários placards onde existem mapas do recinto. Não dá para aconselhar um percurso, pois são várias ruas e cada uma delas leva-nos a um determinado lugar, mais bonito que o anterior. O melhor que Zaanse Schans tem para nos oferecer, são as paisagens lindíssimas que podemos apreciar e fotografar dos vários pontos da vila. Perdemos a conta à quantidade de fotografias que tiramos nesta manha.


Além dos moinhos, algumas das casinhas do percurso são, na verdade, pequenos museus temáticos e/ou lojinhas que fabricam queijo, estanho, chocolate, pães e até os tradicionais tamancos holandeses.


Falemos então dos diversos moinhos!

São 11 moinhos históricos, todos eles com um significado especial de entre tantos espalhados pela região. Apenas 6 estão abertos a visitas. Falaremos alguma coisa deles, mas melhor que palavras são as imagens.

O primeiro que entramos foi o “De Kat”, que foi construído em 1664 e até hoje produz tintas e pigmentos de alta qualidade que são fornecidos para artistas e restauradores de todo o mundo.


Este moinho tem a particularidade de permitir a subida a uma plataforma superior de onde podemos ter uma vista maravilhosa sobre todo o espaço. A subida é feita por uma escada íngreme, toda ela feita em fila pois eram imensos os visitantes no moinho, mas no final o resultado é Uaaauuuu…


O “De Huisman” há mais de 200 anos é especializado em temperos frescos. Além de poder observar a moagem, no interior do moinho é possível encontrar uma loja deliciosamente aromática com painéis informativos e degustação de especiarias, incluindo a tradicional mostarda Zaanse Schans, que também está à venda no local.


O moinho “De Zoeker” estava praticamente em ruínas quando foi totalmente restaurado. Já produziu tinta e cacau e hoje trabalha com óleo.


O moinho “Het Jonge Schaap” distingue-se dos restantes pela sua função, já que é o único que aproveita a força motora do vento para a serração de madeira. Durante a visita podemos ver o mesmo a trabalhar transformando troncos de arvores em tábuas de madeira.


No que toca a museus, além do imponente e de traços modernos “Zaans Museum” (que conta toda a história da pequena vila e que podemos observar logo na entrada, junto à paragem do autocarro), existem seis casinhas típicas que albergam pequenos museus, alguns com as respetivas lojas. Temos o museu do pão, dos moinhos, dos relógios e até uma casa que retrata como vivia uma antiga família de comerciantes do século 19. 


Destes apenas visitamos o primeiro e não ficamos convencidos da sua utilidade. Quando o tempo é curto temos de fazer opções!


Já muito diferente (na nossa perspetiva!) são as lojas fábrica, onde podemos ver como alguns produtos são fabricados!

A queijaria “Catharina Hoeve” é réplica de uma frabrica tradicional de queijo. Os visitantes são recebidos por funcionários com trajes típicos e que proporcionam uma explicação sobre o modo com eram fabricados os queijos.


De seguida os visitantes são conduzidos à loja onde lhes são oferecidas diversas degustações gratuitas.

Os funcionários estão sempre disponíveis para tirar todas as dúvidas sobre as diferenças entre os vários tipos e formatos de queijo.

 
Claro está, que uma variedade imensa de queijos está à venda a preços de turista. A entrada gratuita e aconselhamos pela demonstração.

Outra atração muito visitada é a fábrica de tamancos, os famosos sapatos típicos holandeses feitos de madeira.


Todos os dias, em diversos horários, existem demonstrações de como são feitos um dos maiores ícones do país.


Inicialmente a produção era manual e cada par de tamancos demorava varias horas a ficar pronto, graças à habilidade do artesão. Atualmente um pedaço de madeira é colocado numa máquina e em 5 minutos um tamanco aparece na nossa frente.

O local tem uma loja enorme cheia de souvenirs e, obviamente, tamancos de todas as cores, tamanhos e feitios. Aqui também a entrada é gratuita.


No exterior desta loja temos vários exemplares gigantes destes tamancos que servem para os visitantes imortalizarem o momento. Também nós o fizemos!


Existem outras lojas, mas decidimos não visitar. Preferimos caminhar por aquelas ruas, normalmente ladeadas por pequenos canais, tirar fotos a patos, galinhas e outros animais que por lá existem.

  
Como alguém disse: “Zaanse Schans é muito amor, um passeio completo e redondo por toda a memória e identidade do país sem qualquer esforço ou investimento absurdo”. Revemo-nos completamente nestas palavras.

Em jeito de conclusão, respondendo à pergunta que deixamos no post anterior: Sim, superou as expectativas! A opinião da família foi unânime, foi o melhor momento da viagem!

Escusado será dizer que aconselhamos a visita!

Aqui fica um vídeo da nossa visita:

Como a manhã já há muito tinha terminado resolvemos regressar ao centro da cidade para continuar a aproveitar a nossa estadia. Mas isso fica para o post seguinte!

Até já…



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