sábado, 21 de outubro de 2006

Rondo Veneziano - Grecia - Corfú

Dia 21 Outubro 2006 – Corfú
Corfú ou Kerkira é uma ilha que fica no noroeste da Grécia, ao norte das Ilhas Jónicas abrangendo uma área de 593 km2. Ficando separa do continente, mais propriamente da Albânia, por um estreito canal. Com as pequenas ilhas de Paxoí e Antipaxos, forma o departamento (Nomós) de Kerkira, cuja capital e maior cidade é o Porto de Kerkira, com 35.787 habitantes na região central da costa leste. A parte norte da ilha é montanhosa (Pantokrator: 906m), reduzindo o relevo até se chegar à parte sul que é baixa e bastante nivelada. A parte central possui uma espessa vegetação e é rodeada por colinas cheias de inúmeras árvores. A parte sul é quase plana, sendo especialmente fértil e a parte norte por outro lado, está cheia de oliveiras (estima-se em mais de três milhões de árvores) e é salpicada por pequenas vales e baías.
A cidade principal da ilha (com 36.000 habitantes), que tem o mesmo nome, fica situada numa península e é marcada por 2 fortalezas, a antiga, PaleoFrourio, que é de origem bizantina e a nova, NeoFrourio, cuja origem é veneziana. Pelas ruas, podemos admirar edifícios soberbos, cafés e bonitas igrejas antigas. Por toda a cidade reflectem-se as influências das diferentes civilizações que ocuparam a ilha ao longo dos anos. As ruas são semelhantes às ruas de Gênova, os espaços são semelhantes aos de Veneza e nos cafés de Liston pode-se respirar um ar quase parisiense. As praias são lindas, com a vegetação a alcançar uma água do mar cristalina. Por tudo isto Corfu é hoje um centro turístico internacional muito importante.
História
Kerkira é a Corcyra antiga. Em 734 aC foi colonizada pelo Coríntios. Após as guerras médicas, em que Corcyra não tomou parte, as disputas com os Coríntios levou os habitantes da Ilha a aliar-se a Atenas em 435 aC, contribuindo para eclosão da Guerra do Peloponeso. No ano 229 a.C. a ilha caiu sob o domínio romano, passando em seguida, a fazer parte do Império Romano do Oriente.
Fez parte do Império Bizantino, embora não de forma continuada, até o século XV, quando foi ocupada pelos venezianos, que lhe chamaram Corfu e a retiveram até 1797 apesar dos vários ataques dos turcos otomanos.
Em 1815 converteu-se num protetorado britânico e em 1864 passou a fazer parte da Grécia. Durante a I Guerra Mundial, em 1916, os franceses tomaram posse militar da ilha para proporcionar um abrigo ao exausto exército sérvio. Em 1917, foi assinada a Declaração de Corfu, que estabelecia a criação do Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos. Em 1923, Benito Mussolini enviou forças navais para bombardear a cidade de Kerkira e ocupar a ilha, mas as tropas foram retiradas nesse mesmo ano.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a ilha foi ocupada por forças italianas e alemãs até que em outubro de 1944 soldados gregos e britânicos reconquistaram novamente a ilha.
Locais de interesse
Igreja de Ágios Spryridon (San Espirídion), padroeira da ilha, cujo corpo mumificado se encontrado preservado num sarcófago de prata que é muitas vezes levado em procissão pela cidade. O seu campanário tem uma cúpula vermelha característica.


A Fortaleza Velha e a Fortaleza Nova, com vista para o porto, construída no Séc. XVI pelos venezianos, mas foi ampliada durante o domínio britânico. Impressiona mais do lado de fora do que dentro, mas as vistas a partir deles são muito boas.
A Esplanada (Spianada) era um local de segurança, sem edifícios, entre a Fortaleza Velha e a cidade. Durante a Ocupação francesa foi convertida numa grande praça, dizem que é a maior e mais bela da Grécia. Num dos seus lados, fruto também daquela época, encontramos uma cópia da Rue Rivoli de Paris, a Rua Liston, com as suas arcadas agora com terraços onde se pode descansar e refrescar. Durante a ocupação britânica continuaram estes trabalhos e até construíram um campo de cricket nos jardins da “Spianada”.
Museu Asiático
O Palácio Real, ou de São Miguel e São Jorge, foi construído pelos britânicos como residência da autoridade máxima da ilha, em seguida, foi usado pela família real grega e, finalmente, transformou-se no Museu de Arte Asiática, que exibe obras de arte, principalmente chinesas e japonesas, de quase todas as épocas.
Nas proximidades
Kanoni e a ilha de Pondikonisi (4 km)
Cerca de quatro quilómetros ao sul encontramos o Mosteiro de Panagia Vlakherne (século XVII). Esta edificado numa ilha ligada a terra por um quebra-mar e é um dos locais mais fotografados da ilha ao tornar-se a imagem típica de Corfu. Além do mosteiro, neste local podemos apanhar um barco para a ilha de Pondikonisi ("Ilha do Rato"), onde se afirma que Ulysses foi abandonado pelos Feocios e seu navio petrificou-se tornando-se pedra. Actualmente, esta zona é muito pouco tranquila já que está a poucos metros do início da pista do aeroporto.

Palácio de Achilleion (18 km)
A imperatriz Elizabeth da Áustria (mais conhecida como Sissi) teve a sua residência de verão em Gastouri, na costa sudeste de Corfu entre os anos 1890 e 1892. É um edifício neoclássico, construído como homenagem ao seu mito favorito clássico: Aquiles, mas o melhor do palácio são mesmo os seus extensos jardins, com suas estátuas e as vistas a partir dos referidos jardins. Hoje, o palácio é parte museu e parte casino.
Paleiokastritsa (26 km)
Tem um miradouro natural conhecido como Bella Vista, a partir do qual se pode ter uma bela vista de toda a costa e os mares Adriático e Jônico. É um conjunto de baías presidido, a partir do alto, por um mosteiro do século XII. No outro extremo de Paleiokastritsa está localizado o forte bizantino conhecido como Angelokastro (Castelo dos Anjos).
Compras

Além dos produtos típicos locais, como madeira de oliveira, esponjas naturais, cerâmica e couro, pode-se facilmente encontrar óculos de sol e perfumes falsificados. Há muitas ruas pedonais para os turistas, pelo que é fácil chegar ao navio carregado com sacos.
A visita
Logo à saída do Sky Wonder vários taxistas se aproximaram de nós oferecendo um tour da ilha passando pelos locais mais emblemáticos. Nesta altura tinham-se juntado a nós, os casais portugueses que dividiam a mesa de jantar connosco assim como alguns espanhóis conhecidos de alguns deles, pelo que seriamos já cerca de 20 pessoas, o que facilitou a negociação.
Como os taxistas falavam muito pouco espanhol acabei por servir de negociador e lá acertamos o valor a pagar por cada táxi. Sinceramente não me recordo do montante em causa já que os anos passam e a memória esvai-se. Sei no entanto que foi um valor por volta dos 20€ aproximadamente e que o tour durou cerca de 3 horas.
Os pontos principais acertados com os taxistas foram o Palácio de Achilleion (Palácio de Sissi, facilita as coisas) e os pontos da ilha que proporcionassem umas boas fotografias de paisagens.
A intenção era dirigimo-nos imediatamente para o Palácio de Sissi, mas devido ao horário madrugador da nossa chegada o palácio ainda estava fechado pelo que fomos primeiro visitar o Mosteiro de Panagia Vlakherme.
Durante o nosso percurso paramos varias vezes para tirar as fotos às melhores paisagens que os taxistas nos proporcionavam.
Grande parte do nosso tempo foi passado no Palácio de Sissi, onde pagamos directamente a entrada (6€, na altura!) e pudemos admirar os famosos jardins.

No regresso pedimos para ficar no centro da cidade, mais propriamente na zona da Esplanada e das ruas pedonais, onde com a ajuda dos guias de visita que tinha retirado da internet fomos gastando o tempo que nos restava a explorar estas ruas cheias de comércio destinado a turistas, isto é souvenirs.

Após um bocado na cidade optamos por regressar ao Sky Wonder e passar o resto da tarde na companhia de umas belas cervejolas!!!