quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Porto - Nova Iorque - 29 Dezembro 2010

Nova Iorque sempre foi um dos meus destinos de sonho. Por variadíssimas vezes esteve planeado e adiado normalmente na fase em que procurando um hotel verificávamos que a viagem ficaria por um preço proibitivo. Os hotéis em Nova Iorque são caríssimos e ou optamos por um alojamento mais para o fraco e normalmente mal localizado ou então fica por um valor demasiado alto para os nossos bolsos.

Foi neste contexto que umas semanas antes do final do ano de 2010 vi uma publicidade da Abreu de um programa intitulado “Passagem de Ano em Nova Iorque” 6 dias/5 noites incluindo hotel e transferes. Como festejo o meu aniversário nessa altura pensei que seria uma ótima prenda de aniversário. Se bem o pensei melhor o coloquei em prática, toca a telefonar para a Abreu Direto para reservar o programa. Começaram as dificuldades, segundo a menina que me atendeu já não haviam lugares. Como é possível que coloquem no jornal uma publicidade e nesse mesmo dia já não tenham disponibilidade! Depois de um valente sermão à menina do call center ela disponibilizou-se a tentar arranjar 2 lugares, já que optamos por não levar a Beatriz para a confusão da passagem de ano em Times Square.

A ansiada resposta chegou no dia seguinte, tinham conseguido 2 lugares no voo que partia a 28 de Dezembro e regressaria a 2 de Janeiro. Não eram exatamente as minhas datas preferidas mas não seria por isso que não iria a New York City. Começava uma vez mais a excitação de preparar uma nova viagem, e logo Nova Iorque.

Atualmente é muito fácil preparar uma viagem face à quantidade de informação que está disponível na internet. Uma das grandes ajudas foi o “Portal das Viagens” e os vários reports que por lá existiam. Tratei logo de os imprimir e começar a retirar dicas e sugestões para aqueles dias.

Após o Natal começaram a surgir contrariedades, o Aeroporto de Newark estava encerrado devido aos fortes nevões ocorridos nos Estados Unidos e não havia certezas quanto à sua abertura. O dia 27 de Dezembro foi passado literalmente ao telefone com a TAP tentando perceber se haveria voo no dia seguinte ou não. Ao final do dia recebo a informação que em princípio o aeroporto seria reaberto e o nosso voo realizado. As coisas estavam finalmente a endireitar-se, puro engano, já que no dia 28 de Dezembro depois de acordar bastante cedo, deixar a Beatriz com a avó dirigimo-nos ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro para apanhar um voo com destino a Lisboa. Já na fila do check-in sou informado por um funcionário da Nortravel (a operadora do programa) que os voos tinham sido restruturados e que o nosso voo apenas seguiria no dia seguinte já que a prioridade da TAP era colocar no destino os passageiros que tinham ficado em terra nos dias anteriores.

Feita a respectiva reclamação (até hoje não obtive resposta da TAP???) lá tive que passar o dia dos meus anos em Portugal, mas pelo menos estava em casa e com a família.

29 de Dezembro de 2010 – Porto – Nova Iorque


No dia 29 de Dezembro, logo pela manha saímos então do Porto com destino a Lisboa para mais tarde partir novamente com destino a Newark. Seria ainda naquele dia que passaria por uma das experiencias mais marcantes na minha condição de turista, mas isso será para daqui a pouco.


A viagem durou cerca de 8 horas (aproximadamente, pois com este lapso de tempo não consigo precisar!) e foi feita a bordo de um dos A330 da TAP. Não sendo dos mais modernos não estava mal e apenas faltava um sistema de entretenimento mais completo. Apesar de termos écrans de televisão nas costas do assento da frente apenas podíamos escolher o canal transmitido e não por exemplo, o filme pretendido ou o jogo com outro passageiro.


À nossa espera em Newark estavam ainda os vestígios dos nevões dos último dias e logo no aeroporto pudemos observar muita neve acumulada nas zonas menos necessárias do EWR – Newark Liberty International Airport.

Um pormenor da viagem que alguns dos amigos mais chegados já conhecerão, foi o facto de juntamente connosco ter viajado o falecido cronista Carlos Castro e o seu companheiro Renato Seabra, naquela que foi a ultima viagem de avião do conhecido colunista social.

A passagem pelas autoridades alfandegárias foi rápida já que o funcionário que nos atendeu foi extremamente simpático e quando soube que era a nossa primeira vez em Nova Iorque tratou logo de nos desejar uma ótima estadia e que seguramente iriamos gostar e voltar mais vezes. De seguida recolhemos as bagagens e rapidamente estávamos nos “States” de corpo e alma. Apesar de a nossa entrada ter sido muito rápida nem sempre acontece isso. Exemplo disso mesmo foi o tempo que esperamos por uma família de 4 pessoas por alguma desconfiança foram conduzidos a uma sala isolada para seguramente esclarecer qualquer dúvida. Tal facto implicou inclusivé que a nossa saída para o centro de Nova Iorque fosse atrasada e que ficasse um motorista à espera deles enquanto nós saímos do aeroporto, tal foi a demorada deles. No dia seguinte disseram-nos que fora uma desconfiança com as malas, mas que tudo não passara de um mal-entendido.


Como a cidade estava cheia de neve o transfer demorou muito mais que os habituais 90 min, somando essa demora ao atraso na saída do aeroporto já chegamos ao nosso hotel de noite. O hotel escolhido foi o The Manhattan At Times Square. Este hotel de 4 estrelas tem uma localização fantástica na 7th Avenida, a dois passos de Times Square. Das várias opções que nos deram era o que tinha melhor localização tendo apenas como senão o facto de já não ser novo e a cadeia Sheraton ter construído um mais recente quase em frente. Essa talvez tenha sido uma das razões por apenas nós termos optado por este hotel. Muita gente se arrependeu, como mais tarde poderão perceber porquê!


Após o check-in instalamo-nos no nosso quarto, apreciamos as vistas e saímos para comer, mas antes fomos a Times Square, onde me senti como quem vê pela primeira vez o mar, só que aqui não era água mas sim os écrans publicitários típicos de Times Square.


O jantar foi no Mc Donald's mesmo junto ao nosso hotel, aberto 24 horas para condizer com a cidade “que nunca dorme!”

O cansaço já pesava porque o dia tinha começado muito cedo e com a diferença horaria já durava há muito tempo, por isso eram horas de dormir que os dias seguintes iriam ser intensos…