13 junho 2016 – Roma – Basílica de São João de Latrão, Basílica de Santa Maria Maior
Após o
almoço e acedendo a um desejo dos meus sogros de conhecer algumas das igrejas
mais conhecidas e mais importantes de Roma apanhamos o autocarro junto à
pizzaria onde almoçamos e fomos até à Piazza di San Giovanni in Laterano, que
como facilmente se depreende pelo nome é onde fica localizada a basílica com o
mesmo nome.
Foi uma viagem
relativamente curta e apesar do calor que se fazia sentir fomos até à
entrada da basílica para entrarmos. Para nossa surpresa para entrar somos
obrigados a passar por um controlo de segurança com máquina de raio-X e, caso
necessário revista. Sinais dos tempos!
A Basílica
de São João de Latrão foi construída no século IV em homenagem a São João
Batista e ao evangelista São João, sendo a mais importante das quatro basílicas
maiores, obtendo um destaque maior pois é a Catedral de Roma.
Edificada
sob as ordens de Constantino o Grande durante o século IV, a Basílica de São
João de Latrão foi a primeira igreja construída em Roma.
No início do
século IV, o imperador Constantino expulsou a família Laterani das suas terras
com o objetivo de construir sobre as mesmas a primeira basílica romana.
Apesar de, com
o passar dos anos, a igreja ter sofrido as consequências de um terremoto e de
vários incêndios, foi alvo de varias reconstruções e ainda hoje conserva a sua
forma original, um belo claustro do século XIII e um antigo batistério que foi
totalmente restaurado.
A Basílica
de João de Latrão teve um importante papel na história, já que até 1870 todos
os Pontífices eram lá investidos. Atualmente, a igreja não perdeu a importância
que a caracterizava no passado, já que o Papa, como bispo de Roma, continua a celebrar
no seu interior os ofícios da Quinta-feira Santa.
Como
destaque, podemos realçar o pórtico de dois andares que está na fachada
principal da basílica que data do século XVIII, e é o local onde o Papa dá a
sua bênção anualmente em cada Quinta-feira Santa. Na parte superior da fachada,
as imponentes estátuas de Cristo e dos santos esculpidas durante o século XVIII
dão as boas-vindas aos fiéis visitantes.
Igualmente, as
portas centrais de bronze, que são as originais e eram as utilizadas na Cúria
romana, situada nos Fóruns Imperiais.
A basílica
apresenta um interior grandioso e profundamente decorado, desde o teto até o
chão que estão decorados com mosaicos sobre os quais se erguem imponentes
colunas e estátuas colossais.
Perto da
basílica está a Escada Santa (Scala Sancta), uma escada composta por 28 degraus
de mármore instalada num edifício propriedade extraterritorial da Santa Sé e
segundo a tradição católica, estes serão os degraus que levaram até o alto do
pretório de Pôncio Pilatos, em Jerusalém, Jesus Cristo durante seu julgamento
durante a Paixão. Os degraus foram trazidos para Roma por Santa Helena no
século IV e, durante séculos têm atraído peregrinos que desejam homenagear a
Paixão de Cristo.
Terminada a
visita apanhamos o primeiro autocarro que apareceu para a Basílica de Santa
Maria Maior, outra das igrejas mais veneradas de Roma.
Considerada
a mais antiga igreja do Ocidente dedicada à Santíssima Virgem é considerada
Maior por ser a mais importante das igrejas de Roma dedicadas à Rainha dos
céus. A Basílica, que se eleva no monte Esquilino, conhecida, ainda, por outros
nomes, tais como Basílica de Santa Maria das Neves, Basílica Liberiana, e
Basílica de Santa Maria do Presépio, foi construída no pontificado de Libério
(352-366). O nome Basílica Liberiana deve-se precisamente à memória daquele
Papa.
A designação de Basílica de Santa Maria das Neves, vem do fato de ali ter ocorrido uma manifestação sobrenatural, por ordem da Virgem Maria, que indicou aquele local para que ali se edificasse uma igreja em sua honra, fazendo com que ali nevasse em pleno verão de Roma.
O outro nome
pelo qual a Basílica é chamada, Santa Maria do Presépio, justifica-se por nela
se conservarem trechos da gruta onde o Salvador nasceu.
Construída
sobre o templo pagão de Cybele, é a única basílica romana que conservou o
núcleo da sua estrutura original intacto, apesar de vários projetos de
construção adicionais e dos danos sofridos com o terramoto de 1348.
No século V,
o Papa Sisto III (432-440) restaurou-a e ordenou a sua dedicatória a Nossa
Senhora, cuja maternidade o Concílio de Éfeso (432) tinha pouco tempo antes proclamado.
Depois de o Papado
em Avignon ter terminado e o Papa retornar a Roma, a Basílica de Santa Maria
Maior tornou-se o Palácio temporário dos Papas, devido ao estado decadente do Palácio
de Latrão. A residência papal foi posteriormente transferida para o Palácio do
Vaticano, atualmente Cidade do Vaticano.
Os mosaicos
do arco são um cântico de glória à maternidade ilibada da Virgem e às duas cidades,
Jerusalém e Belém, que neles estão representadas.
Recordam o Natal do Senhor na cidade de Davi, e o da Igreja no Cenáculo. Estes mosaicos foram restaurados em 1931-1934.
A Basílica
de Santa Maria Maior é uma das mais belas e adornadas de toda a cidade.
Abrigando, entre outras coisas, um relicário com um pedaço da manjedoura do
menino Jesus.
Este é,
aliás um dos locais de maior destaque para os visitantes que o invadem
autenticamente para tirar fotos.
Esta exuberante
Basílica é representada pela mais pura perfeição artística e se torna um dos
mais convidativos locais para recolhimento e oração.
Para
terminar o dia, voltamos a passear por uma zona por onde já tínhamos andado, a
Fontana di Trevi.
Confesso que
somos apaixonados pela Fontana di Trevi e a razão para voltarmos lá prendia-se
com a falta de fotos da fonte com luz, à noite. Deveria ser lindíssima,
pensamos nós!
Então sem
grandes preocupações fomos até à Fontana di Trevi, talvez o único monumento de
Roma que tem mais gente à noite que durante o dia!
Após alguns minutos por ali apreciando a multidão eu por lá andava naquela hora, espreitando os preços dos menus dos restaurantes á volta da praça.
Dali fomos
em direção ao Panteão e … encontramos a loja do Pinóquio novamente! Paragem
para fotos e brincadeiras com os bonecos que estavam à porta.
Paramos
junto ao Panteão onde tiramos umas fotos e fomos comer um gelado, os melhores
gelados de Roma são, segundo os especialistas, na San Crispino,
na Piazza della Maddalena, 3, perto do Panteão. Segundo sabemos, existe um
aproveitamento da marca e varias lojas reclamam como tendo o verdadeiro gelado
de San Crispino. Não entramos nessa luta!
Escolhemos aquela loja pois apareceu-nos à frente e entramos! O resto não há palavras…(fotos site loja).
E foi assim que terminou mais um dia, por sinal o ultimo, na cidade de Roma. Regressamos ao apartamento para voltar a preparar as malas para regressar a Portugal no dia seguinte.
Escolhemos aquela loja pois apareceu-nos à frente e entramos! O resto não há palavras…(fotos site loja).
E foi assim que terminou mais um dia, por sinal o ultimo, na cidade de Roma. Regressamos ao apartamento para voltar a preparar as malas para regressar a Portugal no dia seguinte.
Mas amanha
ainda é dia e cá estaremos para contar as peripécias do regresso a Portugal.
Até já!
Até já!
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