sábado, 18 de agosto de 2018

Verão 2018 - 18 agosto 2018 - Saragoça (Espanha)


Primeiro sábado de férias e com o dia todo em Saragoça, acordamos, sem pressas para tomar o pequeno almoço. 

Foi um “meio” erro, pois a sala estava completamente cheia e algumas opções já não estavam disponíveis ou demoravam a ser repostas. Um problema dos hotéis maiores e onde os hospedes decidem sair todos ao mesmo tempo.

 
De qualquer forma, não era este pequeno pormenor que iria estragar o nosso dia, pelo que lá encontramos uma mesa limpa e tivemos direito a um bom pequeno almoço, apesar do que referirmos antes.

Mais uma vez precisamos de levar o nosso carro até ao centro da cidade e, ao contrário do dia anterior tivemos muita dificuldade em estacionar o carro, o que apenas conseguimos depois de uns bons 15 minutos às voltas e o lugar encontrado foi bem longe do centro.

Aproveitamos a caminhada até à zona histórica para perceber o tipo de lojas que existiam nas estreitas ruas da cidade.

Chegados, novamente à Plaza del Pilar, decidimos que íamos visitar a Basílica del Pilar (grátis) e posteriormente subir a uma das suas torres para apreciar as vistas.

A Basílica, a grande atração da praça e da cidade, onde está a santa padroeira de Espanha e um pilar de jaspe. Diz a lenda que Santiago, o mayor – que depois se tornou Santiago de Compostela, estava em pregação na região, depois da morte de Jesus, e ninguém lhe prestava atenção. Para ajudá-lo, Maria apareceu na cidade em “carne e osso”, antes de subir aos céus, e como testemunho da sua passagem deixou um pilar de jaspe. A igreja é enorme. Destacamos, por sua beleza, a capela do Pilar, toda de ouro, o teto pintado por Goya e o altar maior.

É tradição passar a mão e beijar o pilar que está visível atrás da capela do Pilar. O dia da Virgem do Pilar é 12 de outubro, feriado nacional, e em Saragoça o dia é celebrado em grande, com uma grande festa.

Infelizmente não se pode tirar fotos no interior da igreja e respeitamos a proibição, pelo que não podemos aqui demonstrar a beleza interior da Basílica. Apesar da proibição não faltam fotografias na internet, por isso quem tiver alguma curiosidade é só procurar...

As torres da Basilica del Pilar são os melhores miradouros que podemos encontrar em Saragoça. Especificamente, a torre que está localizada junto à porta traseira do monumento e que permanece aberta todos os dias para oferecer uma vista espetacular da cidade com o rio a seus pés. A subida é feita num elevador de vidro que permite aos visitantes ter uma vista magnífica enquanto sobem os 63 metros de altura. Outra característica deste elevador panorâmico é que a subida leva apenas 20 segundos, enquanto os visitantes desfrutam de um 'mar de cúpulas' a seus pés.


A torre tem 2 áreas de observação, uma primeira parte, onde o elevador chega e que é semiaberto. Ou seja, embora seja coberta, as áreas a serem observadas não estão protegidas, pelo que quando o vento sopra não é completamente seguro. Para chegar à parte mais alta da torre e atingir os 80 metros de altura, é preciso subir 2 lanços de escada.


Entre cada secção, existe uma pequena sala de descanso que tem dois bancos e alguns expositores que oferecem aos visitantes mais informações sobre a torre e as últimas reformas realizadas. No centro há uma escada em espiral que leva à área mais elevada. Esta segunda plataforma de observação é totalmente envidraçada e protegida de fenómenos climatéricos.

O preço para subir à Torre del Pilar é de 3€ por pessoa, exceto para menores de 9 anos que podem aceder completamente grátis. A torre está aberta todos os dias das 10h às 14h e das 16h às 18h; exceto nos meses de verão que sua abertura é estendida em mais duas horas.


Uma boa sugestão é assistir a um belo pôr do sol com o Ebro a seus pés, os Pirenéus como pano de fundo e uma mistura de cores inundando toda a Saragoça, recomendamos que a subida à Torre seja efetuado nos últimos minutos do período de abertura.

De seguida, entramos novamente no autocarro turístico, aproveitando as 24 horas que tínhamos direito para seguir até ao nosso destino seguinte, o Palácio de La Aljafería.


A paragem do autocarro é mesmo em frente ao palácio e enquanto a Virgínia ficava cá fora a descansar num dos bancos do jardim, a restante família comprava os bilhetes para a visita. O custo do bilhete é de 5€ e as crianças até aos 12 anos não pagam!

O Palácio de la Aljafería foi construído no século XI, na época dos muçulmanos, para servir como residência. Depois, com a conquista cristã, ele passou a ser moradia dos reis aragoneses. Ainda, ao longo do tempo, se converteu em uma fortaleza.


Claro que toda essa beleza só podia ser Património da Humanidade.

Entramos pela parte muçulmana, com bonitos arcos servindo de entrada para o Salão Dourado. Ali ficava uma mesquita e um oratório que servia para uso particular do monarca.


Centralizado e unindo todo o palácio temos o Pátio de Santa Isabel. O seu nome é uma homenagem a Isabel de Aragão que nasceu no palácio e foi rainha de Portugal em 1282.


Subimos as escadas que davam para o Palácio dos Reis, construído na época dos reis católicos. Por ali vimos algumas peças expostas e tetos ricamente ornamentados! Um bom conselho é caminhar a olhar para o teto. Não se vão arrepender!


Na saída passamos pela construção mais antiga de todo o palácio, a Torre del Trovador que era uma torre para defesa, e uma das construções mais imponentes do palácio!


No final da visita, ainda ficamos alguns minutos a tirar umas fotos nos jardins que rodeiam o palácio.


Nesta altura, a fome já apertava, mas ainda tínhamos de regressar ao centro, onde planeamos almoçar! E lá tivemos de esperar até chegar um novo autocarro e fazer o resto do percurso até ao ponto de partida. Uma forma de poupar nos transportes públicos!

À semelhança do dia anterior, acabamos por sair do autocarro na paragem anterior ao atravessamento da ponte romana, pois as vistas sobre a Catedral del Pilar eram deliciosas!


Por falar em ponte romana, aqui chamada de Ponte de Pedra, esta é a mais antiga de todas as ponte de Saragoça.

Iniciada em 1401 e concluída em 1440, por várias vezes teve sua estrutura danificada devido às cheias do rio, como a de 1643, que destruiu duas de suas arcadas centrais. Logo depois, a ponte sofreu uma de suas muitas reformas.

Tiramos imensas fotos, aproveitando a vista e depois atravessamos a ponte a pé!


Agora sim, tínhamos que encontrar um restaurante para almoçar e um pouco, como escolha contra-natura fomos ao El Corte Inglês lá do sítio, a pedido da restante família, com o argumento que assim saberiam exatamente o que iriam comer! Nem sempre a maioria ganha, mas neste caso assim aconteceu!

As escolhas não foram muito originais, mas afinal foi mesmo essa a intenção aquando da escolha do local.


O resto do dia foi passado a passear pelas ruas da cidade, sem grandes preocupações, pelo que os equipamentos electrónicos ficaram na mochila! Mentira... as meninas quiseram dar uma volta pelas lojas de souvenirs, roupa, artesanato e afins... e a volta acabou por durar grande parte da tarde!

Ao final da tarde, as pernas já estavam doridas de tanto caminhar e fomos até ao hotel, sem saber muito bem o que queríamos jantar! Até que vimos num shopping perto do hotel, um restaurante pertencente a uma cadeia de restaurantes muito conhecido em Espanha, chamado “Muerde La Pasta”, que já tínhamos experimentado em Valência! Estava a escolha feita!

Basicamente trata-se de um restaurante onde se paga um valor fixo por pessoa e temos uma oferta enorme de entradas, massas, pizzas, carnes, peixe, bebidas, tudo à descrição!

Não sendo comida de muita qualidade, não é má e apenas aconselhamos a quem estiver com muita fome, pois é a única forma de compensar. Não nos lembramos exatamente quanto pagamos, mas qualquer coisa como 40€ para os 4!
 
Como estava disposto a dar luta, ... ainda hoje tenho o peso em excesso desta refeição! (As fotos são do site, pois não tiramos nenhumas)


E assim o dia terminou...

Até amanha, em Salou!



sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Verão 2018 - 17 agosto 2018 – Salamanca - Saragoça (Espanha)


Por estarmos de férias, o acordar não foi muito madrugador, mas também não podíamos exagerar  na hora da saída do hotel para não prejudicar o que tínhamos planeado para este dia.

Durante o percurso para o pequeno almoço tivemos oportunidade para tirar mais algumas fotos do hotel, que se revelou uma boa escolha face ao preço pago.


O pequeno almoço foi muito bem, tanto pela qualidade apresentada como pelo serviço apresentado pois rapidamente repunham o que tinha sido consumido e não existindo comida em quantidades “industriais” notava-se que não estava nada em falta.

Iniciamos, então a nossa viagem de cerca de 500kms até à cidade de Saragoça, uma cidade totalmente desconhecida para nós.

O percurso foi feito, maioritariamente por autoestrada e apenas a passagem por Madrid gerou algum stress face ao volume de transito que encontramos, talvez por ser sexta feira, véspera de fim de semana e de férias para muitos espanhóis.

O plano inicial era almoçar em Saragoça, mas acabamos por almoçar num restaurante numa das estações de serviço, quando ainda faltava cerca de 1 hora para chegar ao destino.

Como o hotel que escolhemos para passar as próximas 2 noites na cidade ficava, na realidade nos subúrbios, junto ao um mega centro de transportes e próximo do aeroporto, fomos até ao hotel, para fazer o check-in e deixar as malas no quarto.

Ficamos alojados no Eurostars Rey Fernando, um hotel de 4* de uma cadeia já nossa conhecida.

Hotel grande, com muitos quartos e muito espaço, bastante dele desocupado, sinal que não estaria a cumprir os objetivos para os quais foi construído. Talvez essa seja uma das razões para o preço apresentado: 168€, 2 noites com pequeno almoço incluído.


De qualquer forma, trata-se de um hotel muito agradável que serve essencialmente de nightstop para viajantes em transito, seja do aeroporto seja para outros destinos da europa.

Era já meio da tarde quando voltamos a pegar no carro para ir até ao centro da cidade. Equacionamos o transporte publico mas foi-nos dito que teríamos de mudar de autocarro mais do que uma vez e que não era prático. Lá fomos então, até ao centro da cidade que ficava a cerca de 19kms do hotel e onde, por sorte encontramos um local para estacionar a uns meros 100 mts da praça principal. Pura sorte, como verificamos no dia seguinte!

Relativamente à cidade de Saragoça, podemos em jeito de resumo dizer o seguinte:

“Saragoça (em castelhano e aragonês: Zaragoza) é um município e a capital da província de Saragoça e da comunidade autônoma de Aragão, na Espanha. O município abrange uma área de 973,78 km² e em 2016 tinha 661 108 habitantes (densidade: 678,9 hab./km²),[1] contando com cerca da metade da população de Aragão. É a quinta maior cidade do país.

Está situada nas margens do rio Ebro, no centro de um grande vale com grande variedade de paisagens, desde desertos, (Las Bardenas), a bosques densos, prados, montanhas.

Está situada a 199 metros acima do nível do mar.

A situação geográfica de Saragoça é excecional, pois encontra-se a meio caminho entre Madrid, Barcelona, Valência, distando cerca de 300 km de cada uma das três.

A sua igreja e catedral, a Catedral-Basílica de Nossa Senhora do Pilar, foi em 2007 considerada como um dos doze tesouros da Espanha.” in wikipédia

Por Saragoça passaram romanos, muçulmanos, judeus e cristãos. Devido a este facto, a cidade recebeu o título de “Cidade das Quatro Culturas”. Os romanos fundaram a cidade no ano de 24 a.c e o seu nome inicial era Caesaraugusta, em homenagem ao imperador Cesar Augusto. O atual centro histórico de Saragoça tem a origem do seu traçado na cidade original romana.

No século VIII a cidade tornou-se um centro muçulmano, chamado Medina Albaida Sarakosta. Em 1118 Alfonso I, O batalhador, conquistou a cidade e converteu-a na capital do reino de Aragão. Durante o reinado de Fernando, o católico, a cidade recebeu uma universidade e uma “Lonja”, um local importante de comércio, semelhante a uma bolsa. Atualmente Saragoça é a capital de Aragão e é um grande centro industrial.

Francisco Goya, o importante pintor espanhol percursor de pintura contemporânea, passou a sua infância e juventude em Saragoça. Foi nesta cidade que começou a pintar como aprendiz do pintor José Luzán. De Saragoça foi para Madrid e para Itália onde ampliou a sua formação. Porém, voltará novamente a Saragoça, noutros momentos da sua vida, para realizar diferentes trabalhos. A imagem do pintor está presente por toda a cidade, seja nos seus museus, seja em estatuas do artista espalhadas pelo centro histórico a cidade.

O primeiro local com que nos deparamos foi a tradicional Plaza Mayor, ou Plaza de las Catedrales, o centro nevrálgico de toda a cidade.

Nesta praça temos vários museus, a sede do governo de Aragão, um posto de turismo, várias esculturas e sem dúvida a grande atração de Saragoça, a Basílica del Pillar!

Excitados com o que víamos tratamos logo de tirar imensas fotografias, quase que esquecendo o que tínhamos de importante naquela praça.


Já mais refeitos da primeira impressão fomos até ao posto de turismo, ali mesmo ao lado comprar o bilhete familiar para o autocarro turístico, que nos custou cerca de 20€ e era valido por 24 horas, ou seja ainda serviria para o dia seguinte!

Optamos, então por fazer o percurso completo (90 min) para ficarmos com uma ideia da cidade e do que deveríamos visitar.

O percurso é muito interessante e permitiu ficar com uma ideia da história da cidade.


É dado especial enfase à parte nova da cidade, onde foi construída a Expo 2008, que foi aproveitada, à semelhança do que aconteceu em Lisboa, para recuperar uma parte da cidade que estava algo degradada. Como estávamos mais interessados na parte histórica, limitamos a nossa visita ao recinto da Expo ao percurso do autocarro. Mas, fica a dica para quem quiser perder algum tempo por aqui. Pareceu-nos muito interessante!


Regressamos ao ponto de partida e mesmo no final do percurso fomos brindados com um magnifico por do sol com vista para a catedral ao atravessar a ponte romana. Ficamos deliciados e fartamo-nos de tirar fotos de todos os ângulos possíveis e imaginários, com diferentes configurações de luz, etc!

Após o passeio ficamos pela Plaza Mayor, para tirar mais algumas fotografias e apreciar uma escultura que nos tinha chamado à atenção na altura de preparar a visita, a Fonte da Hispanidade!

Construída em 1991, durante as obras de reestruturação da praça. O seu desenho representa a América Latina e pretende ser uma homenagem ao “mundo hispânico”!

Para qualquer amante de fotografia, a chamada “Golden Hour” é uma delícia. Pois foi precisamente nessa altura que estávamos na praça e fartamo-nos de tirar fotos a tudo e mais alguma coisa com uma tonalidade amarela/alaranjada que parece que altera a textura dos objetos!

Nesta altura, a fome já apertava e também o instinto consumista da restante família: tinham visto um outlet junto ao nosso hotel e queriam ir lá jantar e espreitar as “pechinchas”!

Assim o fizemos e efetivamente encontramos algumas coisas interessantes para as miúdas.

Por hoje chega. Amanha continuamos pela cidade, para a explorar mais aprofundadamente!

Até amanha!