terça-feira, 13 de outubro de 2009

Perfumes do Mediterrâneo – Palermo


Perfumes do Mediterrâneo – Palermo

13 de Outubro de 2009

Palermo é a capital da Sicília (a maior ilha do Mediterrâneo) e a quinta maior cidade de Itália, com uma população de cerca de 700.000 habitantes, mas a sua área metropolitana abrange mais de um milhão de habitantes.




Palermo está localizado na parte noroeste da Sicília e suas margens são banhadas pelo Mar Tirreno. Esta cidade oferece uma variedade de paisagens e ambientes, estendendo-se na planície de Conca d'Oro (Bacia do Ouro) em frente do golfo com o mesmo nome. Palermo goza de uma posição privilegiada e de um clima ameno que favorece a existência de uma vegetação exuberante.

Hoje, os visitantes encontram uma cidade que se apresenta com uma mistura surpreendente de áreas medievais, onde a roupa ainda se estende em cordas penduradas entre os prédios e bairros residenciais elegantes, adornadas com palmeiras e casas de aparência palaciana. A cidade conta ainda com os movimentados mercados como uma das suas grandes atrações.



Apesar de todas as lesões, mutilações, falta de cuidado, lixo existentes na cidade, Palermo mantém o seu encanto e ainda consegue seduzir com a sua curiosa mistura de arte e vida popular. Palermo faz da confusão, um dos grandes encantos.

Na cidade podemos deparar-nos com a existência de duas línguas simultâneas, já que muitos sicilianos são bilingues, falando italiano e também o siciliano, uma língua românica distinta proveniente do latim vulgar, com influências do grego, árabe, francês, provençal, alemão, catalão e espanhol. Embora alguns considerem que tal língua é apenas um dialecto, muitos são os que a consideram uma linguagem diferente, com uma história rica e vocabulário extenso (mais de 250 mil palavras), devido à influência de diferentes dominadores da ilha.
O nome da cidade é de origem grega ("Pan-Ormos '= qualquer porto). A fundação da cidade teve lugar no século VIII aC. Os primeiros povos que habitaram em Palermo foram os fenícios seguidos pelos cartagineses e os romanos, que chegaram no ano de 254 aC.

Palermo continuou a ser, também com os romanos, um importante porto estratégico. As invasões bárbaras destruíram a cidade até que no ano 535 foi ocupada pelos bizantinos. Três séculos mais tarde, os árabes conquistaram a cidade e fizeram dela uma das mais belas do seu tempo. Foram eles que trouxeram para as terras da antiga Bacia do Ouro as primeiras plantações de laranjas e limões abrindo novas oportunidades para o desenvolvimento económico. Palermo tornou-se numa cidade mágica, com mesquitas, minaretes e mercados.



Posteriormente, os normandos conquistaram a cidade no século XI e junto com os Suevos, desenvolveram o comércio e transformaram a cidade num ponto importante para as conexões entre a Europa e a Ásia. Neste período floresceram as artes e a cultura; de fato, nesse momento nasceu a "Escola siciliana" de poesia que estava ligada à corte de Frederico II., tornando-se Palermo nessa na época no centro intelectual do sul da Itália.

Com a chegada dos Angioinos no século XIII, o destino do Palermo mudou. O declínio e a má governação acabaram numa revolta em 1282 conhecida como "Vespros sicilianos" que levou os aragoneses a conquistar a ilha. Com eles, Palermo teve um período novo desenvolvimento. O governo espanhol, entre os séculos XVI e XVIII contribuiu para que a ilha desfrutasse de uma relativa calma durante três séculos. Em 1711 terminou o domínio espanhol e, por um breve período (1713-1718) Palermo é oferecido ao Reino de Vittorio Amedeo de Sabóia, sendo que logo em seguida, cai sob o domínio dos Habsburgo (1718 - 1734) para passar finalmente sob governo do espanhol Carlos III, para um estado autónomo no Reino de Nápoles. Foi governado pelos Bourbons até a unificação da Itália no século XIX. Os Bourbons realizaram, especialmente na segunda metade do século XVIII, grandes reformas económicas e políticas.

Profundamente ferida na sua rede urbana devido às bombas da segunda guerra mundial, Palermo torna-se em 1947, a sede do governo e da Assembleia Regional da Sicília.

Falar da Sicília e pensar na Máfia é tudo um. Em Palermo, há lugares onde os visitantes mais aventureiros podem seguir as pegadas da máfia. Temos o Palácio da Justiça, a prisão Ucciardone onde Michele Greco enlouqueceu, o Grand Hôtel des Palmes, que abrigava Lucky Luciano, e o teatro Massimo teatro, cenário de O Padrinho III. A 60 kms de Palermo, a cidade de Corleone é famosa graças a Francis Ford Coppola e na Praça Mayor ergueram um monumento aos juízes Falcone e Borselino, assassinados em 1992.

A Palermo convergem diferentes estilos artísticos: medieval, barroco, Norte de África, Europa do Norte e muitos outros. Apesar de todas estas influências, é uma cidade que soube preservar a sua própria identidade. São atrações, as catacumbas dos capuchinhos, com múmias preservadas em vários graus, a Catedral de estilo árabe-normando, o Palácio dos Normanni (com a preciosa a Cappella Palatina, no seu interior), as igrejas Martorana (com esplêndidos mosaicos no interior), São Cataldo, São João dos Eremitas, São Inácio, São Francisco de Assis, entre outras.

Elegemos para visitar nesta escala uma das principais atracões desta região, a cidade de Monreale, o Città del Ré (Mons Regalis). Toda a nossa visita foi pensada para a visita a esta atração e do resto apenas fomos apreciando o que nos ia aparecendo pelo caminho.

A cidade de Monreale (Murriali em siciliano) está localizada na encosta do Monte Caputo a 310 metros acima do nível do mar e fica a 8 km de Palermo. De Palermo chega-se até Monreale percorrendo um belo caminho, cercado por vegetação e com edifícios históricos largamente decorados que já existiam em meados do século XVI, quando a aristocracia palermitana estava habituada a vir até Monreale nas suas carruagens para desfrutar de um pouco de ar fresco nas noites de verão. Encontra-se rodeada por montanhas e desde Monreale temos uma visão maravilhosa da capital e da verdejante planície conhecida como Conca d'Oro.

A cidade tem hoje cerca de 25.000 habitantes e é um dos destinos turísticos mais conhecido do mundo atraindo mais de um milhão de visitantes anuais. Deve a sua fama à sua catedral muito famosa, uma obra-prima da arquitetura árabe-estilo normando do século XII.

Monreale foi construída pelos árabes num local de importância estratégica: dominava o vale e controlava a passagem que conduz ao interior da ilha. Os normandos escolheram este lugar para caçar, tornando-se uma importante cidade durante o reinado de Guilherme II, rei normando que em 1174 mandou construir a Catedral.



Com a desculpa que um sonho no qual havia um tesouro escondido por seu pai, Guilherme II, decidiu a construção de uma das catedrais mais bonitas da Europa.

Musta'izz bi'llah "Aquele que exalta a Deus", como gostava de se intitular o rei normando, tinha minado a sua autoridade com a ostentação do poder do arcebispo inglês Walter of the Mill, que obteve apoios entre a nobreza local. Com o objetivo de combater este foco de poder, o rei Guilherme II financiou a construção da Catedral de Monreale, satisfazendo tanto o Papado que este concedeu a bênção papal transformando o templo em catedral e o abade em arcebispo desafiando a autoridade de arcebispo Walter.

A evolução dos trabalhos foi veloz já que em apenas 10 anos as obras estavam terminadas, constituindo um mistério o seu financiamento. Seja como for, a Catedral de Monreale tornou-se o maior edifício normando na Europa, na altura, o que significou uma simbiose entre as correntes artísticas árabes e europeias reunindo os mais grandiosos mosaicos medievais de toda a Idade Média.

A sublimidade do trabalho não é visível a partir do exterior, embora para as portas de bronze (1186) se recorre à Bonanno de Pisa, autor da famosa torre homónima que nela retratou 46 painéis de cenas do Antigo e Novo Testamento.

Os mosaicos no interior (pequenos fragmentos de pasta de vidro ligados por fios de ouro), necessitariam de 2.200 kg de ouro e cobrem 6340 metros quadrados de superfície. Não foram concluídas até 1182 e na sua elaboração participaram artistas gregos, sicilianos, bizantinos e venezianos, provavelmente enviados pelo Papa para a construção dos mosaicos e paredes posteriores.

A temática compreende “A Criação até à Paixão de Cristo”, seguindo uma cronologia linear na direção dos ponteiros do relógio. A abóboda é composta por uma grande imagem de meio corpo com 12 metros com a Bênção de Cristo, com a inscrição grega: Pantocrator (Todo-Poderoso).



Além dos tesouros que se encontram adjacentes aos túmulos, é recomendável subir os 180 degraus até ao telhado onde nos é permitido admirar o claustro desde o topo e também nos oferece uma vista geral de Palermo desde Monreale.

A cidade esta muito bem servida de transportes públicos, já que existem cerca de 50 linhas de autocarro que servem a cidade e arredores, as paragens estão bem sinalizadas e é um transporte muito económico, pois um bilhete para um dia inteiro custava à data 3,50€. Além disso temos os habituais autocarros turísticos que fazem um percurso pelas atrações principais. Nos como só pretendíamos visitar a catedral optamos pelos autocarros públicos.



Sendo uma cidade tão densamente povoada, Palermo tem um layout pouco regular com ruas estreitas, mesmo as maiores, com distâncias superiores ao esperado e complicadas para cobrir apenas num dia de escala, seguramente seria precisa uma semana inteira para cobrir toda a cidade, mas tal não se justifica pois os pontos de interesse não são assim tantos. A somar às distâncias temos os horários desfasados de alguns dos seus principais monumentos, pelo que esse facto deve ser tomado em conta na hora de planear a visita.
O itinerário planeado foi uma mera sugestão pois a intenção era ir descobrindo a cidade à medida que a íamos percorrendo e descobrindo as surpresas ao virar de cada esquina.

Para usar o autocarro público compramos o bilhete diário por 3,5€ numa papelaria ou quiosque junto à Piazza Marina, à saída do porto situa-se logo à esquerda. Aqui apanhamos o autocarro para a Piazza Independenza e esperamos pelo nº 389 que nos levaria a Monreale. Uma vez junto à catedral visitamos o Duomo e a Catedral de Monreale, no entanto tivemos de esperar pela hora de abertura da mesma aproveitando para almoçar pelas redondezas. Também é possível visitar o terraço, mas é necessário pagar a entrada. Nós não o fizemos, pois o tempo já não era muito. Também vale a pena fazer uma visita ao claustro, junto à Catedral.


O regresso a Palermo foi feito pelo mesmo autocarro no sentido contrário, num autocarro carregado de estudantes que regressava a casa depois de um dia de aulas, tornando o ambiente dentro do autocarro numa gritaria constante.



Depois da chegada à praça destino do autocarro, decidimos regressar ao Concórdia a pé para podermos apreciar um pouco da arquitetura da cidade. Caso não quiséssemos regressar a pé podíamos sempre apanhar o autocarro da linha verde ou vermelha que nos deixaria junto ao porto. Optamos por fazer um itinerário junto a uma das linhas para facilmente apanharmos o autocarro se tal fosse necessário.



Como resumo, posso referir que não gostei da cidade, demasiado caótica, suja e escura. Atravessar uma simples passadeira era um desafio tal era o numero de scooters que se posicionavam junto ao semáforo para arrancar assim que o semáforo abrisse.



Por hoje é tudo. Até amanha em Túnis!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Perfumes do Mediterrâneo – Nápoles - Pompeia


Perfumes do Mediterrâneo – Nápoles - Pompeia

12 de Outubro de 2009

A etapa seguinte da nossa viagem levar-nos-ia até à cidade italiana de Nápoles. Nápoles é a maior cidade do sul de Itália, a capital da região de Campania e da província de Nápoles. A cidade de Nápoles tem um pouco menos de 1 milhão de habitantes nos seus 117 km2. Está localizada a meio caminho entre o Monte Vesúvio e a área vulcânica de Campi Flegrei. Tem uma grande riqueza histórica, artística, cultural e gastronómica, o que levou a UNESCO a declarar o seu centro histórico Património da Humanidade. Gregos, Romanos, Normandos e Espanhóis deixaram a sua marca na cidade. Pela mão dos últimos, a cidade foi o centro político do reino borbónico das Duas Sicílias. No século XX, inicialmente durante o fascismo e depois aquando da reconstrução após a Guerra Mundial construiu-se grande parte da periferia.


A antiga cidade de Nápoles, bonita, luxuosa e cheio de palácios, a inventora da pizza e das belas canções Napolitanas, deu lugar, na atualidade, a uma das cidades com pior imagem do sul da Itália. Segundo alguns, Nápoles é a cidade mais bonita do mundo, para outros é um labirinto ruidoso e horrível. É verdade que se a visita usar apenas os olhos, é muito provável que a limpeza das ruas seja duvidosa, os seus palácios em ruínas e o movimento caótico deixe qualquer um irritado e dececionado. Esta cidade habitada há mais de três mil anos, não é uma cidade-museu, como tantas outras cidades italianas. No entanto, guarda extraordinárias surpresas para o viajante que se decide lançar na busca deste magma humano.

Nos arredores da cidade existem uma série de locais, cuja visita vale a pena, provavelmente até mais do que Nápoles. Destacamos de entre as várias possibilidades, os seguintes locais:

• Ilha de Capri, possivelmente, a ilha mais famosa de Nápoles.
Pompeia, localizada a 20 quilómetros de Nápoles, conhecida mundialmente como um dos melhores vestígios de uma cidade romana, juntamente com a sua vizinha Herculano.
• Vulcão Vesúvio é o único vulcão na Europa continental que ainda está ativo



A nossa guia em Pompeia

A nossa opção para esta escala foi a visita às ruínas de Pompeia. Como nada tínhamos preparado para esta viagem, não tivemos outro remédio que fazer a excursão com a Costa Cruzeiros. Pagamos por uma visita de cerca de 4 horas, 49€ por pessoa com entrada incluída nas ruínas e guia em espanhol que em português já todos sabemos que nunca existe. Das 4 horas de duração da excursão apenas 2 horas são de visita às ruínas já que as restantes são para deslocação e paragem numa loja de souvenirs, para não variar!!!



Relativamente a Pompéia, esta era uma cidade de Roma antiga localizada perto de Herculano na região de Campania, perto da moderna cidade de Nápoles, que foi totalmente soterrada pela violenta erupção do vulcão Vesúvio a 24 de Agosto de 79 d.C. Hoje em dia, tem 25.751 habitantes e faz parte da província de Nápoles.

A cidade foi fundada no século VII a.C. por Oscos, um povo da Itália central, numa colina perto da foz do rio Sarno, anteriormente utilizada como um porto seguro por marinheiros gregos e fenícios. Quando os etruscos se assumiram com uma ameaça, Pompeia aliou-se aos gregos, que dominavam a Baía de Nápoles. No século V a.C. os Samnitas conquistaram Pompéia e outras cidades da região. Os novos governantes impuseram a sua arquitetura e expandiram a cidade.


Pompéia tomou parte na guerra que as cidades da Campânia iniciaram contra Roma, mas no ano 89 a.C. foi cercada por Lucius Cornelius Sulla. Embora as tropas da Liga Social, comandadas por Lúcio Clemente tenham ajudado a resistir aos romanos no ano 80 a.C. Pompéia foi forçada a aceitar a rendição após a conquista de Nola. Após este episódio tornou-se uma colónia com o nome Colônia Cornelius Veneria Pompeianorum. A cidade tornou-se num ponto importante de passagem para as mercadorias que chegavam por mar e eram enviados para Roma ou para o sul da Itália ao longo da Via Ápia que fica próxima.


Em 62 um terremoto danificou seriamente Pompéia e outras cidades próximas. Durante o período que vai entre esse ano e 24 de agosto de 79, ano da erupção do Vesúvio, a cidade foi reconstruída, talvez ainda mais sumptuosa nos seus edifícios e arte que antes. Vários desses edifícios ainda mantêm as placas de honra da sua reparação.


Bem dura esta cama, não acham?

Com sinais como este, não há que enganar!!!

Espessas camadas de cinzas cobriram na totalidade duas cidades localizadas na base da montanha, e os seus nomes e locais foram esquecidos. Herculano foi redescoberta em 1738, e Pompéia em 1748. O grande patrono e visitante frequente do andamento dos trabalhos foi o rei Carlos VII de Nápoles, muito mais conhecido como Carlos III de Espanha.

Desde então, as duas cidades foram escavadas revelando numerosos edifícios quase inteiramente intactos assim como imensas pinturas e murais. Na realidade a descoberta ocorreu em 1550, quando o arquiteto Fontana se encontrava a escavar um novo curso para o rio Sarno, mas foi necessário esperar 150 anos até começarem os trabalhos para desenterrar as cidades. Até então, pensava-se que Pompéia e Herculano estavam perdidas para sempre.

O fórum, os banhos, muitas casas e algumas vilas permaneceram num bom estado de conservação. Um hotel de 1.000 m² foi descoberto a uma curta distância da cidade, e hoje é conhecido como "Grand Hotel Murecino".



Pompeia é a única cidade antiga conhecida com precisão, sem grandes modificações na sua estrutura topográfica. Não estava distribuída num plano regular, como geralmente acontecia com as cidades romanas, devido ao terreno irregular. As suas ruas eram retas e formavam uma grelha ao melhor estilo romano. Havia casas pavimentadas com pedras poligonais e existiam lojas para o comércio em ambos os lados das ruas.

Durante as escavações, eram encontrados buracos ocos no meio das cinzas que continham restos humanos. Em 1860, o arqueólogo Italiano Giuseppe Fiorelli sugeriu preencher esses buracos ocos com gesso, obtendo assim moldes muito precisos que mostravam os últimos momentos de vida de cidadãos que não puderam escapar à erupção.


A cidade oferece um retrato da vida romana durante o primeiro século O momento "Imortalizado" pela erupção evidencia literalmente até o último detalhe da vida quotidiana.

Pompeia tornou-se um destino turístico muito popular. Atualmente faz parte do Parque Nacional do Vesúvio, mais amplo que a cidade de Pompeia. As áreas arqueológicas de Pompeia, Herculano e Torre Annunziata foram declarados Património Mundial pela UNESCO em 1997.

A maioria das escavações estão paralisadas e as áreas acessíveis para turistas são menos de um terço de todos os edifícios abertos nos anos sessenta. No entanto, as secções da cidade antiga estão abertas ao público, e os turistas podem passar muitos dias a explorar todo o lugar.

Relativamente à nossa visita em concreto, saímos do porto de Nápoles de autocarro em direção a Pompeia através de uma autoestrada tendo sempre o Vesúvio à vista, apesar da escuridão existente no céu, pronuncio do mau tempo que estava para vir. Pouco tempo depois, lá estávamos a parar numa loja de souvenirs típicos com o já famoso argumento de possibilidade de usar as casas de banho pois nas escavações a sua existência era limitada e fora de mão. Se ninguém comprasse nada, as agências deixavam de fazer estas paragens mas existem sempre alguns passageiros que aproveitam estas lojas para comprar os seus souvenirs de uma qualquer cidade que desconhecem pois nada visitam além do que lhes é mostrado pelos guias a caminho de um local qualquer. Enfim…

À chegada às ruínas fomos apresentados à guia que nos iria acompanhar durante a visita às ruínas e rapidamente entramos e fomos apreciando os vestígios da cidade antiga. Uma desilusão para mim, pessoalmente foi o facto de não encontrar os moldes de gesso referidos anteriormente colocados nos locais onde foram encontrados, mas sim armazenados num qualquer “armazém” e protegidos com grades para ninguém lhes tocar.

Apesar da tempestade que entretanto se abateu sobre Pompeia não me arrependi da escolha, pois seria uma pena não aproveitar a oportunidade de visitar a cidade nesta ocasião. No entanto era impossível conciliar a excursão a Pompeia com a visita à cidade de Nápoles já que chegamos ao Concórdia praticamente à hora "All a bord" e por conseguinte apenas avistamos Nápoles do autocarro, ficando para uma próxima oportunidade a exploração dos encantos desta cidade do sul de Itália.

De regresso ao Concórdia, aproveitei para tirar algumas fotos:


Amanha, estaremos na Sicília, mais concretamente em Palermo.

Até lá…