segunda-feira, 8 de junho de 2009

As Noites Brancas do Baltico - Klaipeda - Lituania

3º Dia - 8/06/2009 – Klaipeda – Lituânia

Mais uma das cidades que eu dispensava facilmente. Tal como Gdynia, nunca tinha ouvido falar nesta cidade. Posso adiantar a quem não o saiba (e suponho que será a maioria!!!) que esta cidade, fundada em 1252, é o principal porto lituano e também uma importante base naval na costa do báltico. Ao contrário do dia anterior não fui surpreendido, já que, pelo menos para mim, esta cidade é banal não tendo nada de muito interessante para mostrar. Ainda pensei em ficar no barco, mas até a meteorologia me obrigou a visitar a cidade, já que não chovendo a temperatura estava bem agradavel para visitar a cidade.

Lá saímos e como a cidade fica relativamente perto do porto fomos directos à praça principal (Praça do Teatro), onde se podia encontrar um “mercado de souvenirs” ou “recuerdos”, seguindo a língua dominante no barco.




A cidade é pequena pelo que facilmente pode ser visitada a pé, mesmo tendo a catraia de 2 anos, a atrapalhar. Entre as principais atracções contam-se alguns edifícios com algum interesse:


O barco “Meridianas”, construído em 1948 foi usado com navio escola e actualmente é um restaurante:


A estátua ARKA, um monumento à Lituânia unida:


O “estranho” edifício K & D:



Pelo caminho ainda pudemos ver um mapa, certamente, original e alguns mercados locais:




Como não tenho muito que escrever sobre esta escala, aproveito para apresentar o “Zenith”, o barco que nos transportou a semana toda. Não é seguramente o mais recente dos barcos de cruzeiros nem definitivamente dos mais luxuosos. Já tem alguns anos tendo sido remodelado recentemente, mas nota-se perfeitamente em pormenores nas cabines, como seja o silicone utilizado nas casas de banho ou as tomadas eléctricas “remendadas”. No entanto, nós não fomos surpreendidos, já que preferimos fazer o cruzeiro num barco mais fraco, mas com todo o ambiente quente que os espanhóis conseguem colocar nos seus cruzeiros. Como um passageiro me confidenciou, podem não ter os melhores barcos, mas têm seguramente o melhor ambiente do mundo (as palavras foram dele).

O Zenith num porto algures:


O bar das piscinas:


As piscinas:


A sala de espectaculos:



Os diversos bares:




e o restaurante:



Amanha, teremos um dos grandes dias deste cruzeiro, com a chegada a Estocolmo, com o correspondente acordar madrugador, para testemunhar a chegada à cidade.

Então até amanha!





domingo, 7 de junho de 2009

As Noites Brancas do Baltico - Gdynia - Polonia


2º Dia - 7/6/2009 – Gdynia – Polonia

A 1ª noite serviu para travar conhecimento com o Zenith e com os nossos companheiros de mesa, portugueses lisboetas. Na manha do dia seguinte, pelas 10:30h tivemos o simulacro de emergência (ao contrario dos aviões, onde ninguém ouve as explicações de segurança, nos cruzeiros, o simulacro é obrigatório e tudo pára durante o mesmo).



Esta era das escalas do barco, que inicialmente menos me seduziu. O nome não me era familiar e achava que era um dos dias para explorar e usufruir dos “mimos” do barco. Puro engano, quando comecei a pesquisar, nomeadamente, nos já conhecidos fóruns espanhóis pude perceber que a cidade de Gdansk (a cerca de 30 km) era o ponto de interesse. Mais tarde, confirmamos “in loco” que a cidade de Gdynia, não tem nada para ver, principalmente a um domingo, quando o comércio está todo encerrado.

Como o transito entre as 2 cidades é algo caótico, não é muito recomendável fazer a ligação de táxi, já que corremos o risco de ficar no meio de algum engarrafamento e ficar em terra, já que o barco não espera por ninguém.

Para quem tiver espírito um pouco mais aventureiro recomendo a viagem de comboio entre as 2 cidades, com um preço muito acessível e em 20/30 minutos estamos em Gdansk. No nosso caso concreto, pelo facto de viajarmos com a nossa filha, Beatriz, de 2 anos, achamos que era correr demasiados riscos, pelo que contratamos a excursão do barco, optando pela mais barata (Gdansk e a Catedral de Oliwa), já que o objectivo era a viagem até Gdansk.





Começamos então por visitar a Catedral de Oliwa, edificada sobre as ruínas de um mosteiro no sec XIII, sendo uma mistura dos estilos Romântico, Gótico e Rococó (não é que eu perceba disto, mas é o que dizem os livros). A grande atracção é o seu órgão de tubos composto por 7.876 tubos de metal e madeira.



Entretanto, chegamos à cidade de Gdansk. Cidade medieval muralhada muito pitoresca, com os edifícios característicos muito ornamentados e com a preocupação de identificar profissionalmente os habitantes de cada casa.




A sua rua principal está cheia de atracções, desde logo a Fonte de Neptuno,


A Câmara Municipal, com o seu escudo,

Terminando a visita junto ao Rio Motlawa, com as esplanadas e a famosa Grua, que servia para descarregar os navios antigos e efectuar reparações no mastros dos barcos que atracavam no Porto Fluvial.







Não posso dizer que tenha ficado maravilhado com a cidade e a excursão, mas acho que me arrependeria se tivesse ficado no barco e não visitasse esta cidade.

Para amanha fica a visita a Klaipeda, na Lituania.

sábado, 6 de junho de 2009

As Noites Brancas do Baltico - Madrid - Copenhaga

A escolha da realização de um cruzeiro é justificada pelo “bichinho” que ficou depois do Rondó Veneziano em 2006. Como a oferta hoje em dia já é bastante, seguiu-se a tarefa de escolher o destino. Pessoalmente, já conhecia São Petersburgo, achei que era uma boa oportunidade para toda a família ficar a conhecer a cidade. Viajamos com uma criança de 27 meses, o que complicou bastante o cruzeiro. Claro que as tarefas árduas também fazem parte destas coisas.

A rota do nosso cruzeiro
1º Dia – Madrid – Copenhaga

Começamos o dia bem cedo, já que optamos por não pernoitar em Madrid e seguimos de carro até ao aeroporto, ficando o carro no parque de larga estância. O nosso avião saiu de Madrid às 11:20h, sendo a viagem de cerca de 2:45h até Copenhaga.


O B747 da Pullmantur Air

Durante a viagem, já próximo do destino, a ponte/túnel de Øresund que liga Copenhaga a Malmoe, na Suécia:


Definitivamente uma grande obra de engenharia
Chegados ao destino, tínhamos a chuva como companhia e um dos primeiros sustos com a meteorologia. Como o tempo não era muito já que o barco partia às 20h, optamos por fazer a excursão da Pullmantur, que oferecia uma visita de 3 horas pela cidade, inicialmente de autocarro e depois com um passeio pelos canais.
Cidade de contrastes, já que temos lado a lado por ex apartamentos a custar 1.500.000€ e ao lado um bairro ocupado por hippies gratuitamente.

O terminal do aeroporto de Copenhaga

O caos no transito, bicicletas por todo o lado:


Lá chegamos ao Porto Nyhavn, ou Porto Novo, um canal construído no séc XVIII, que até à década de 70 era local pouco afamado e hoje faz parte da maioria dos postais de Copenhaga. Uma paragem para fotos, já que comprar alguma coisa aqui custa os olhos da cara. Por ex uma simples cerveja em copo custa cerca de 8-10€.



Já pelos canais,




 
A Opera


O Iate Real


e a pequena sereia, sem duvida a grande estrela da cidade!



E entretanto, passaram as horas e tivemos que ir para o Zenith. Com muita pena nossa já que gostamos imenso da cidade e foi pena não termos um pouco mais de tempo para a explorar. Ainda assim ficam algumas fotos: